MP quer obrigar Governo do Estado a recuperar MA que liga Colinas e Sucupira do Norte

Devido à precariedade da rodovia estadual MA-270, o Ministério Público do Maranhão ajuizou Ação Civil Pública (ACP), em 14 de dezembro, com o objetivo de obrigar o Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), e a Vigas Engenharia a cumprirem o Contrato nº 013/2013 cujo objeto é a recuperação e manutenção da referida rodovia.

A ação foi proposta pelo promotor de justiça Thiago de Oliveira Costa Pires, titular da Promotoria de Justiça de Sucupira do Norte.

O MPMA pede a concessão de tutela de urgência para que os réus sejam compelidos a implantar, no prazo máximo de 120 dias, medidas concretas para execução regular dos serviços contratados de pavimentação, recuperação e manutenção da MA-270, sobretudo no trecho Colinas-Mirador e Mirador-Sucupira do Norte, promovendo “uma integral e efetiva recuperação da rodovia”.

Também foi pedido ao Poder Judiciário que fixe multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento, a ser paga pessoalmente pelo governador, secretário de estado de Infraestrutura e Vigas Engenharia. Caso a medida não seja suficiente, que seja determinado o bloqueio de R$ 1 milhão das contas bancárias do poder público estadual para arcar com as despesas de recuperação.

De acordo com o Ministério Público, a rodovia encontra-se com asfalto absolutamente precário e em avançado estágio de degradação em decorrência da omissão dos requeridos. “Basta transitar por esses trechos da MA-270 para cair nos buracos e começar a perceber o perigo que correm os que ali trafegam, quer pelo risco de acidentes, quer pelo risco de assaltos”, afirmou, na ACP, o promotor de justiça.

O Contrato nº 013/2013, celebrado em dezembro de 2013, previa a conservação e recuperação das rodovias da malha viária da regional de Colinas, com valor inicial de R$ 4.696.967,97 pela vigência de 12 meses.

Desde que foi firmado, o contrato tem sido aditado inúmeras vezes, encontrando-se em vigência até agora. Em outubro de 2015, foi instaurado um inquérito civil, no âmbito da Promotoria de Justiça de Sucupira do Norte, em virtude de várias reclamações de moradores da região. “Ao longo desses dois anos de investigação o que se constatou foi a ausência do cumprimento do contrato, diante da prestação de um serviço de baixa qualidade pela empresa Vigas Engenharia, aliada a ausência de supervisão dos trabalhos pela Sinfra”, destacou Thiago Pires.

O membro do MPMA enfatiza que máquinas e trabalhadores são vistos, raramente, jogando asfalto em alguns buracos ou retocando a sinalização horizontal. Além disso, o serviço realizado desaparece nas primeiras chuvas. Muitas vezes os novos buracos vão surgindo com a força do vento ou pelo trânsito rotineiro na rodovia, mesmo no período sem chuvas.

Na ACP, o titular da Promotoria de Justiça destaca que é comum os buracos surgirem nos mesmos locais onde houve recapeamento. “Não existe sequer compactação asfáltica, joga-se o asfalto sobre os buracos e o deixa solto na rodovia. A espessura da camada asfáltica é finíssima, tanto que foi nominada popularmente na região por asfalto ‘casca de ovo’, por se quebrar facilmente, ou até mesmo por asfalto ‘sonrisal’ em alusão ao medicamento que se dissolve na água, já que o asfalto desaparece nas primeiras chuvas”.

INSEGURANÇA
O MPMA destaca, na ação, que a precariedade da rodovia e a insegurança à coletividade são, portanto, notórias. O período das chuvas se iniciou neste mês de dezembro de 2017 agravando ainda mais os problemas. “Os buracos ficam submersos pela água acumulada, dificultando a visualização, causando redobrado número de acidentes na rodovia.

A situação foi constatada, ao longo das investigações, em quatro vistorias na rodovia: em janeiro e novembro de 2016 e em abril e outubro deste ano. Em todas as vezes foram encontradas rachaduras, buracos, falta de sinalização, ausência de revestimento, dentre outras irregularidades.

Por meio de ofício, a Vigas Engenharia esclareceu que o asfalto já ultrapassou sua vida útil, havendo necessidade de recuperar totalmente a rodovia. O trecho Colinas-Mirador é de 1992, o de Mirador-Sucupira de 2005 e o de Sucupira-Pastos Bons não tem revestimento.

PREJUÍZOS
Mesmo diante da necessidade de recuperação integral, o Estado do Maranhão optou por celebrar um contrato de mera manutenção da rodovia.

Nas obras de 2015, para o trecho de Sucupira do Norte a Pastos Bons foram gastos R$ 628.583,98 e no trecho Colinas-Sucupira do Norte o custo foi de R$ 1.019.909,32. No ano de 2016, o valor empregado foi de R$ 430.127,00. Já em 2017 o valor total foi de R$ 1.079.988,43.

“Os gastos são altos, mas não são eficazes para a recuperação da rodovia. Isso porque as referidas obras não são feitas a contento, permanecendo o estado de precariedade da rodovia conforme contatado pelo Ministério Público. A continuidade do contrato gera o desperdício de dinheiro público. Já foram gastos milhões sem que se promova uma verdadeira manutenção e pavimentação da MA-270”.

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Ex-prefeito de Satubinha é alvo de ação por improbidade administrativa

A Promotoria de Justiça da Comarca de Pio XII ingressou, em 4 e 5 de dezembro, com duas Ações Civis Públicas por improbidade administrativa contra Antonio Rodrigues de Melo, ex-prefeito de Satubinha (termo judiciário da comarca). As ações baseiam-se em irregularidades nas prestações de contas dos exercícios financeiros de 2009 e 2012.

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) apontou, nas duas prestações de contas, irregularidades insanáveis (que não poderiam ser corrigidas). Nos dois anos, a Prefeitura de Satubinha, sob o comando de Antonio de Melo, não aplicou o percentual mínimo determinado pela Constituição Federal na manutenção e desenvolvimento do ensino.

De acordo com a legislação, esse percentual tem que ser de “25%, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino”. Em 2009, o percentual aplicado foi de 19% e de 24,24% em 2012.

Em 2009, a Prefeitura de Satubinha também não respeitou o limite mínimo de gastos na saúde municipal previsto na Constituição Federal. O percentual aplicado foi de apenas 7% (pouco mais de R$ 300 mil), quando a legislação exige, pelo menos, 15%.

Outra irregularidade apontada pelo TCE-MA na prestação de contas de 2012 foi a existência de restos a pagar sem suporte financeiro para custeá-los. Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, que representam compromissos financeiros que devem ser pagos até o final do exercício financeiro seguinte.

De acordo com o relatório técnico do Tribunal de Contas, as inscrições em restos a pagar superaram a disponibilidade financeira suficiente para o seu pagamento. “Neste caso, o gestor não cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois não existia disponibilidade de caixa suficiente para efetivação do pagamento de despesas”, explicou o promotor de justiça Thiago Lima Aguiar.

Nas duas ações, o Ministério Público do Maranhão requer a condenação de Antonio Rodrigues de Melo por improbidade administrativa, estando sujeito a penalidades como o ressarcimento integral do dano, perda de bens ou valores acrescidos ilegalmente ao patrimônio, perda da função pública, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano, perda dos direitos políticos de cinco a oito anos e proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais do Poder Público pelo prazo de cinco anos.

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Max Barros lamenta rejeição de projeto que traria R$ 250 milhões ao MA

Em um primeiro momento, durante sessão desta quarta-feira (20), foi aprovado o Projeto de Lei, de autoria do deputado estadual Max Barros, que instituía a taxa de controle, monitoramento e fiscalização das atividades de transporte, manuseio, armazenagem e aproveitamento de recursos minerários (TRFM), conhecida como Taxa Mineral. Atualmente, o tributo também existe nos estados do Pará, Minas Gerais, Mato Grosso e Amapá.

Porém, após alguns minutos, os deputados governistas voltaram atrás da decisão e por meio de uma manobra regimental, suspenderam a aprovação da proposta do parlamentar.

Com essa manobra, o Maranhão deixou de ser beneficiado com cerca de 250 milhões de reais por ano, com recursos oriundos da Taxa Mineral.

Barros informou que a Vale, no último trimestre, teve um lucro líquido, pagando todas as suas despesas, de sete bilhões de reais. De acordo com levantamento divulgado pela revista Exame, foi a segunda empresa que mais lucrou no Brasil, com lucro líquido de 15 bilhões. Atualmente, estados como Minas Gerais e Pará recebem da mineradora Vale cerca de 1 bilhão por ano.

Barros lamentou a desaprovação de seu projeto, que reforçava a política de taxação de grandes fortunas pregada pelo governador Flávio Dino.

O que o Maranhão perdeu

•          O que é a Taxa Mineral?

– É uma taxa que os governos estaduais, impactados pela atividade mineral, cobram.

•          Quanto recebe cada estado?

Estado             CFEM (2015)                 TRFM (2015)            TOTAL

PA            R$ 442.515.986,00         R$ 414.000.000,00    R$ 856.515.986,00

MG           R$ 675.502.150,00          R$ 304.500.000,00    R$ 980.002.150,00

 •          Quanto o Maranhão deixa de arrecadar com a renúncia proporcionada pela Lei Kandir?

– O Maranhão deixou, ao longo dos anos, de arrecadar mais de 1 bilhão e meio de reais, pela renúncia do ICMS para mineradoras exportadoras.

          Quanto o Maranhão ganharia com a aprovação do Taxa Mineral?

 – O Maranhão seria beneficiado com R$ 250 milhões de reais por ano.

•          O que daria para fazer com o recurso?

Em quatro anos, seria possível construir:

– 32 mil casas populares;

– 2 mil km de asfalto;

– 40 hospitais de 120 leitos;

–  200 unidades de escolares de 6 salas, por ano.

Da Assessoria

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MP aciona Domingos Dutra por descaso com estudantes com deficiência.

A 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar ingressou, no último dia 13, com uma Ação Civil Pública para cumprimento de obrigação de fazer contra o Município de Paço do Lumiar. O objetivo é garantir condições adequadas para os estudantes com necessidades educacionais especiais matriculados na rede municipal de ensino.

Foi apurado pelo Ministério Público do Maranhão que durante o ano letivo de 2017, vários estudantes, em diversas escolas, ficaram sem o suporte de tutores, cuidadores, intérpretes de libras e instrutor de braile. Vários deles, que contaram com os auxílios desses profissionais em 2016, chegaram a apresentar regressão na aprendizagem.

Entre os pais de alunos ouvidos na Promotoria de Justiça, são recorrentes os relatos de crianças que ficaram desestimuladas em frequentar as aulas. Uma das mães ouvidas, inclusive, disse preferir que o filho não vá à escola, “pois ele fica ‘jogado’, sem acompanhar as atividades, isolado e não inserido no contexto escolar”.

Diversos gestores de escolas também foram ouvidos na 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar, confirmando a falta de profissionais que possam dar apoio aos estudantes com necessidades educacionais especiais, bem como de material didático adaptado a eles.

De acordo com o censo escolar 2017 de Paço do Lumiar, 400 estudantes com deficiências intelectual, auditiva, visual, física e múltipla, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação estão matriculados na rede municipal de ensino. Desses, 200 frequentam salas de recursos e 28 estão na modalidade substitutiva (classes especiais para ensino de Libras, depois das quais os alunos são encaminhados ao ensino regular com intérpretes da língua de sinais).

Segundo a coordenadora de Educação Especial, o Município conta com apenas dois intérpretes e três instrutores de Libras, número insuficiente para atender à demanda. Ainda segundo ela, a avaliação dos alunos sobre a necessidade de tutor, cuidador, intérprete ou frequência à sala de recursos é feita pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Essa equipe, no entanto, é reduzida e não conta com a estrutura adequada, em especial carro e combustível para se deslocar para o atendimento das demandas. Com isso, muitas avaliações simplesmente deixam de ser feitas.

SELETIVO

Em outubro, foi lançado o Edital n° 003/2017/SEMED, relativo ao processo seletivo simplificado para contratação de tutores e cuidadores. No entanto, a quantidade de vagas previstas não atende sequer ao número solicitado pelos gestores.

“Evidencia-se que tal quantitativo não reflete as necessidades de todos os alunos da educação especial, notadamente porque as avaliações solicitadas pelos gestores e que deveriam ter sido feitas pela equipe técnica da Semed no decorrer do ano de 2017 não o foram na totalidade, porquanto falta estrutura de trabalho para os técnicos desempenharem suas funções, a exemplo de veículo e combustível”, observa, na ação, a promotora Gabriela Brandão da Costa Tavernard.

Além disso, em 28 de abril de 2017 o Município de Paço do Lumiar e o Ministério Público do Maranhão assinaram Termo de Ajustamento de Conduta no qual foi prorrogado o prazo de contratação de professores por seletivo, inclusive atendendo à demanda da educação especial, e no qual a administração municipal se comprometeu a realizar concurso público até 31 de outubro de 2017 (prazo prorrogável por 30 dias), o que não aconteceu.

A autora da ação ressalta que a educação inclusiva não se resume à garantia de matrícula dos alunos com deficiências, mas em sua completa integração, inclusive com o fornecimento de equipamentos e pessoal para atendimento individualizado. “A omissão do ente municipal em disponibilizar profissionais auxiliares para os alunos com deficiência inviabiliza a inclusão destes, privando-os do direito à educação”, observa Gabriela Tavernard.

Na ação, o Ministério Público requer que a Justiça conceda liminar determinando a realização de concurso público para a contratação de cuidadores, tutores, intérpretes de Libras e instrutores de braile, que deve ser precedido por avaliação da equipe técnica de todos os alunos da educação especial, que subsidiará o quantitativo de vagas a ser disponibilizado para cada um desses profissionais.

Além disso, o Município deverá adequar a estrutura de trabalho da equipe de apoio da Semed e traçar metas para capacitação e formação, regular e contínua, de todos os profissionais da educação para atendimento das necessidades dos alunos da educação especial.

Em caso de descumprimento da decisão, o Ministério Público pede que seja determinada multa diária de R$ 10 mil.

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Ruivo não paga décimo e professores paralisam atividades em Cantanhede.

Fama de mal pagador já se espalhou na região.

O prefeito Ruivo, do município de Cantanhede, encerra o seu primeiro ano de gestão com mais uma crise instalada no município. Os professores da rede municipal decidiram em reunião realizada na noite desta quarta-feira, 20, paralisar as atividades a partir de hoje. A decisão foi tomada porque Ruivo não cumpriu o que determina a legislação, que é o pagamento da primeira parcela do décimo até o dia 30 de novembro, e da última parcela até o dia 20 de dezembro.

Ruivo, que já ganhou a fama de mal pagador, realizou apenas o pagamento de 50% do decimo, que aconteceu ontem, quando os servidores esperavam o pagamento integral, já que o pagamento da primeira parcela já estava em atraso.

Terceirizados estão com salários atrasados.

Além do atraso no décimo terceiro dos professores, quem tem passado dificuldade com o prefeito Ruivo são os funcionários da DIversa Cooperativa que presta serviço ao  município. Com contratos de mais de R$ 14 milhões, a “empresa” que fatura alto no governo municipal, está com mais de cinco meses sem pagar salários dos seus funcionários.

Cidade Azul e contas vermelhas.

Parece piada, mas o prefeito usou o clima de natal para debochar dos servidores locais. A decoração natalina da cidade foi toda feita nas cores azuis, em alusão ao PSD, partido do prefeito.

No comercio local, já criarão até slogan pra decoração natalina do município. “Cidade azul, contas vermelhas.”, já que o comercio local teve uma das maiorias crises de sua história em decorrência dos atrasos em salários.

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Maioria dos seguidores querem João Alberto como vice na chapa de Roseana.

Bastou a ex-governadora Roseana Sarney publicar no inicio da noite desta quarta-feira, 20, enquete em seu perfil no instagram, onde pergunta aos seus seguidores, quem eles querem como vice-governador, em uma possível chapa nas eleições do ano que vem, para o nome de João Alberto disparar.

O ex-senador disputa com a ex-deputada federal Nice Lobão, ambos do PMDB, o que indica que Roseana pode mesmo disputar as eleições em uma chapa puro-sangue.

A consulta, que está sendo realizada pela assessoria da ex-governadora no perfil pessoal da peemedebista indica que 75% dos seguidores preferem João Alberto, e 25% Nice Lobão. A enquete ainda não terminou, e os números podem sofrer alterações.

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Padre Domingos destaca papel da Câmara e faz balanço positivo das ações em Matões do Norte

O prefeito Padre Domingos Costa (PSB), da cidade de Matões do Norte, participou da sessão solene que culminou com o encerramento dos trabalhos da Câmara de Vereadores do município, neste ano de 2017.

Na oportunidade, além de destacar a parceria institucional proveitosa firmada entre os Poderes Executivo e Legislativo, Padre Domingos fez um balanço positivo das ações desenvolvidas pela prefeitura ao longo do ano.

De acordo com o gestor, mesmo diante da crise financeira que continua prejudicando todos os municípios do Brasil, Matões do Norte avançou com políticas públicas eficazes nos setores da saúde, educação, infraestrutura, assistência social, dentre outros.

“O ano de 2017, apesar da forte crise que enfrenta o país, o Maranhão e os municípios, conseguimos grandes avanços. Foram cinco quilômetros de asfalto; obtivemos uma motoniveladora e uma patrulha agrícola que estão sendo utilizadas para melhorar as vias e fomentar o setor agrícola; reformamos vários prédios da administração municipal; executamos projetos variados no setor da assistência social. Mesmo diante das dificuldades, fizemos muito e já assumimos o compromisso de, em 2018, o trabalho ganhará ritmo mais acelerado com o objetivo de obtermos muitas outras conquistas para a população”, afirmou.

Padre Domingos também destacou o papel fundamental dos vereadores. “O parlamento é a caixa de ressonância dos reclames sociais. Todos os vereadores de Matões realizaram um excelente trabalho em prol dos moradores”, disse o prefeito, que também fez questão de agradecer o empenho e colaboração de todos os servidores públicos municipais.

O presidente da Câmara, vereador Joaquim Vieira Lima, agradeceu em nome dos seus pares a presença de Padre Domingos e avaliou que a parceria institucional entre os Poderes resultará em novas realizações para os norte-matoenses.

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Roseana grava mensagens de Natal e Ano Novo…

Ex-governadora deve aparecer na televisão nos próximos dias, na já tradicional fala aos maranhenses nas festas de fim de ano; vídeos se revestem de maior importância por ser o último ano antes da eleição de 2018

NATALINA. Governadora gravou mensagens descontraídas de Natal na sala de sua casa

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), começou a gravar nesta terça-feira, 19, os vídeos com suas mensagens de Natal e de Ano Novo aos maranhenses.

Tradicional na agenda de Roseana, as mensagens de 2017 ganham importância pelo fato de ser o último ano antes do processo eleitoral de 2018.

ESPERANÇA. No escritório, o tom foi de otimismo em relação a 2018

Roseana já anunciou e reafirmou que será candidata a governadora no ano que vem.

O que reveste de forte teor político as suas falas natalinas…

Do blog do Marco Aurélio D’Eça

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Justiça suspende licitação em Miranda do Norte.

Prefeito de direito e Prefeito de fato

Uma Ação proposta pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itapecuru-Mirim, protocolada na segunda-feira, 11, levou a concessão de liminar, na mesma data, suspendendo dois procedimentos licitatórios que seriam realizados pela Prefeitura de Miranda do Norte (termo judiciário da comarca).

O Ministério Público do Maranhão recebeu representação do responsável por uma empresa impossibilitado de obter e visualizar os editais das tomadas de preços 008/2017 e 009/2017 em prazo hábil para se preparar para a sessão de abertura das propostas, que aconteceria em 14 de dezembro. A administração municipal vinha criando dificuldades para fornecer os documentos.

Na avaliação da promotora de justiça Flávia Valéria Nava Silva “a publicidade e a idoneidade dos referidos certames restaram prejudicadas, uma vez que os representantes das empresas interessadas e possivelmente outros interessados, além do público em geral, que porventura quisessem ter acesso aos aludidos editais, não alcançaram o seu intento”.

Para a representante do MPMA, o Município de Miranda do Norte não cumpriu os princípios da legalidade e publicidade, além de não realizar um processo licitatório que assegurasse igualdade de condições a todos os concorrentes.

Na decisão, a juíza Laysa de Jesus Paz Martins Mendes determinou a imediata suspensão dos procedimentos licitatórios, sob pena de multa diária de R$ 5 mil a ser paga pessoalmente pelo prefeito Carlos Eduardo Fonseca Belfort. Além disso, o Município tem cinco dias para encaminhar a cópia integral dos processos de licitação.

A magistrada ressaltou, ainda, que o não cumprimento integral ou a criação de dificuldades para o cumprimento da decisão judicial “constitui ato atentatório à dignidade da Justiça”, o que pode acarretar multa de até 10 salários mínimos ao gestor público, além de sanções cíveis, criminais e processuais.

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Novo presidente do TJMA apresenta projetos e prega transparência

Uma gestão transparente, com diálogo constante com a imprensa, para fazer com que as informações do Judiciário estadual sejam mais bem difundidas ao público em geral e aos jurisdicionados, com o objetivo de dar satisfação à sociedade. Essa é a proposta do novo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que também apresentou projetos para o biênio 2018/2019, em coletiva à imprensa, na manhã desta terça-feira (19).

Entre as primeiras iniciativas elencadas pelo presidente do TJMA, a serem implementadas a partir de 2 de janeiro de 2018, existe um projeto de termo de cooperação com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), para acompanhamento contínuo dos atos da gestão.

“Eu acho importante, apesar de nós termos aqui um controle interno, onde todas as nossas licitações – eu já determinei – têm que ter, sim, o parecer do nosso Controle Interno”, frisou.

Padronização dos fluxos de rotina do Tribunal; criação de, ao menos, uma vara agrária; alfabetização de jovens e idosos, em possível parceria com a Secretaria de Estado da Educação, e concurso público para analistas e técnicos judiciários foram algumas das medidas abordadas que José Joaquim Figueiredo dos Anjos pretende colocar em prática, por meio de diálogo com seus pares e com os chefes de outros poderes.

Exemplo disso foi a conversa que manteve sobre a participação na futura Cidade da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, a partir de convênio já assinado pelo ex-presidente do TJMA, desembargador Cleones Cunha, e pelo governador Flávio Dino, que fez questão de ressaltar o apoio ao projeto durante a sessão de posse do novo presidente do Tribunal.

O desembargador também falou sobre a parceria entre a Presidência do Tribunal e a Corregedoria Geral da Justiça, para reaproveitamento, pelas polícias Civil e Militar, de armas de fogo apreendidas que, normalmente, são destruídas atualmente.

O presidente lembrou, ainda, que o Judiciário já realiza o casamento comunitário, mas pretende implementar outro projeto, possivelmente no primeiro semestre, de separação legal – algo como uma separação comunitária – porque, às vezes, o cidadão não tem condições de se separar e, em consequência, não pode se casar também novamente.

Num diálogo franco com os repórteres, o novo presidente do Tribunal de Justiça deixou claro aos jornalistas que, sempre que necessário, eles terão as portas de seu gabinete abertas para atendê-los, numa relação de respeito em que ressaltou a importância de sempre se ouvir os lados envolvidos no fato e nominar os atos praticados pelos representantes do Judiciário.

“Eu tenho dito muito aqui aos meus assessores: a imprensa e a sociedade sempre em primeiro lugar. Se tivermos alguma coisa de errado que fizemos, vamos dizer o que aconteceu”.

Num exemplo do que considera problema de comunicação, o desembargador citou uma situação em que – embora tivesse sido voto vencido no julgamento de um preso de Justiça – teve que assinar o alvará de soltura, por ser presidente de câmara criminal. E ele foi citado na notícia, em vez de quem votou pela concessão da liberdade.

Em razão disso, destacou que um dos primeiros atos que pretende levar à sessão plenária administrativa é para modificar o Regimento Interno do TJMA, para que as decisões sejam atribuídas a quem, de fato, as tomou, seja desembargador ou juiz que praticou o ato.

“Se o desembargador-relator for vencido, o do voto vencedor é que vai expedir o alvará de soltura, nos termos do seu voto, porque, às vezes, você não tem acesso. E fica difícil eu responder por aquilo que não fizera. Então, cada um tem que assumir o seu ônus”.

Questionado sobre recente levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontando que a maior parte dos magistrados brasileiros, inclusive os do Maranhão, recebe rendimentos acima do teto constitucional, o desembargador lembrou que, ainda na condição de presidente eleito, na transição com o então presidente, desembargador Cleones Cunha, observou que tudo foi encaminhado pelo TJMA ao CNJ e que tudo que cada magistrado recebe está no Portal do Judiciário.

Mas destacou que é preciso analisar com critério os dados. Citou as indenizações de férias não gozadas – que os magistrados têm direito a até duas –, e que, às vezes, o contracheque de um mês contém as parcelas acumuladas. O próprio presidente lembrou que está há mais de 15 anos sem tirar férias. Acrescentou que os auxílios a que os magistrados têm direito estão todos normatizados na Lei Orgânica da Magistratura (Loman) ou na legislação.

Perguntado se a frase “a polícia prende, a Justiça solta” o incomodava como magistrado, José Joaquim Figueiredo dos Anjos respondeu que não apenas como magistrado, mas como cidadão. E enfatizou que se a peça informativa, administrativa tem algum vício, o Poder Judiciário tem que saná-la.

Disse que quando era juiz da 2ª Vara Criminal, quando havia, por exemplo, inquérito com algum vício, se não havia o flagrante para que pudesse homologar, ele decretava a prisão preventiva de imediato, porque sanava aquele vício, evitando que o Tribunal de Justiça soltasse o preso com um habeas corpus. E lembrou que, hoje, existe a audiência de custódia – que ele prefere chamar de audiência de apresentação – em que o preso tem que ser apresentado a um juiz dentro de 24 horas.

O presidente do TJMA disse que se a imprensa alertar para um possível favorecimento a alguém, nos plantões judiciais, em sua administração, ele vai mandar apurar, seja juiz ou desembargador.

José Joaquim disse que é a favor da ressocialização de presos, porque, se algum réu primário e com bons antecedentes é encarcerado, no convívio com elementos de alta periculosidade, ele não apenas pode sair bem pior, como também pode ser recrutado para uma organização criminosa.

Quanto à necessidade de tornar as decisões judiciais mais céleres, José Joaquim Figueiredo dos Anjos explicou que as medidas cíveis são sempre mais demoradas do que as medidas penais, em razão da maior quantidade de recursos que as partes podem acionar.

“Hoje, o nosso novo CPC (Código de Processo Civil) minorou a situação, mas continua, de certa forma, o entrave”, falou.

Mas também pensa que os magistrados que não justificarem ausências de suas comarcas, de segunda a sexta, devem ter determinadas as perdas dos salários pelos dias de falta.

“Temos que primar pela ética, pela moralidade pública e peço aos senhores: no dia em que souberem de um ato ilícito, de licitação de alguma coisa, de um carro que viram na praia, venha a mim e pode denunciar, que será apurado. Eu conto com a colaboração dos senhores”, concluiu, dirigindo-se aos jornalistas, desejando um bom Natal e um 2018 de prosperidade para todos.

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