Justiça suspende contrato entre a Prefeitura de Pedreiras e empresa do ex-Secretário de Esportes.

A empresa Moura, de propriedade do ex-secretário Raimundo Nonato Moura, venceu licitação e celebrou contrato de mais de meio milhão de reais com a prefeitura de Pedreiras. De acordo com informações do Ministério Público, no momento da denúncia, Moura exercia o cargo de Secretário Municipal e durante as investigações, teria sido exonerado. 

Antônio França, prefeito de Pedreiras.

O juiz Marco Adriano Ramos Fonseca, titular da 1ª Vara de Pedreiras, deferiu pedido do Ministério Público Estadual determinando que o Município de Pedreiras se abstenha de convocar a empresa Moura Construções e Serviços Eireli para celebrar contrato administrativo derivado de pregão presencial. Caso o Município já tenha convocado e assinado contrato, deverá suspendê-lo de imediato e abster-se de realizar qualquer pagamento à empresa. A decisão se deu em tutela antecipada em caráter de urgência, datada desta quarta-feira (18).

O juiz determina, ainda, que caso já tenha sido celebrado o contrato, deverá o Município de Pedreiras encaminhar ao Judiciário, no prazo de cinco dias, cópia do instrumento contratual e a publicação do extrato do contrato no Diário Oficial, e discriminar os serviços executados e os pagamentos eventualmente realizados, instruindo com cópias das respectivas notas fiscais, guias de recolhimento dos tributos, ordens de serviço, e notas de empenho.

ENTENDA O CASO – O Ministério Público instaurou procedimento no sentido de investigar a licitude do pregão presencial nº 018/2018, realizado pelo Município de Pedreiras, que teve por objeto a eventual contratação de pessoa jurídica para fornecimento de materiais de jazida (lateríticos – piçarra e argila/barro), no valor de R$ 515.211,50 mil. O pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública, por meio de propostas e lances, para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço.

No caso em questão, o objeto foi homologado, segundo termo publicado no Diário Oficial do Município, veiculado em 05 de abril de 2018. No entanto, o Ministério Público afirmou que, no processo licitatório, a empresa vitoriosa seria de propriedade de um ex-secretário do Município, em desrespeito à Lei nº 8.666/90 (lei federal que trata sobre licitações e contratos públicos).

“Sobre o pedido de urgência, entendo que se encontra presente tal requisito, vez que conforme os documentos acostados aos autos, o requerido Raimundo Moura, titular da empresa requerida, exerce o cargo em comissão de Secretário Municipal de Esportes do Município de Pedreiras, tendo sido nomeado conforme Portaria GPM 014/2017, publicada no Diário Oficial de 02/01/2017, fato este, inclusive, corroborado pelo ‘print’ do site oficial do Município de Pedreiras (www.pedreiras.ma.gov.br), que apresenta a foto, o nome, e o Perfil do requerido, o indicando como Secretário de Esportes”, diz o magistrado na decisão.

Porém, afirmou o magistrado que, em consulta realizada no momento da elaboração da decisão, observou que logo após a impressão da informação extraída pelo Ministério Público, o link da Secretaria de Esportes de Pedreiras passou a ficar ‘fora do ar’ do site da Prefeitura Municipal, o que evidencia indícios de que o secretário, mesmo que em caráter precário (eventualmente exonerado do cargo), continuava a exercer, de fato, o cargo em comissão.

Conforme o magistrado, o impedimento de participação em licitação, ou na execução da obra ou serviço e do fornecimento de bens, é aplicável ao servidor ou dirigente do órgão ou entidade contratante, que no caso específico seria a municipalidade. “Dai porque não se pode admitir que o servidor público, seja ele efetivo ou ocupante de cargo em comissão/função gratificada, firme contratos com o poder público. Se está impedido até mesmo de participar da licitação, não pode firmar contrato com o órgão público contratante”, explicou.

Na decisão, o juiz também observou que, da leitura do próprio Edital do Pregão Presencial, verificou cláusula proibitiva da participação de empresas que tenham entre seus sócios ou dirigentes servidores públicos municipais. “Portanto, indiferente o fato de ter o terceiro requerido Raimundo Nonato Moura ter sido exonerado ou não em janeiro deste ano, conforme amplamente divulgado na imprensa local, posto que existe lei municipal proibindo a contratação mesmo após o término do vínculo, durante o prazo de seis meses de ‘quarentena’”.

O magistrado decidiu, ainda, determinar notificação das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de Pedreiras para que informem, no prazo de 05 (cinco) dias, se foi realizado algum pagamento ou transferência bancária das contas mantidas pelo Município de Pedreiras para as contas da empresa requerida Moura Construções e Serviços Eirele, no período de 2 de abril até a presente data, bem como, deverão ambas instituições financeiras se absterem de realizar qualquer transferência bancária ou ordem de pagamento das contas municipais para as contas da empresa.

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FAMEM e PRF discutem ajuda para famílias desabrigadas

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), prefeito Cleomar Tema, reuniu-se, nesta quarta-feira (18), com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal e membro da Cruz Vermelha, Antônio Norberto.

Na oportunidade, foram discutidas medidas que possam viabilizar ajuda para as famílias desabrigadas de vários municípios atingidos pelas enchentes.

Norberto disse que a PRF se solidariza com o sofrimento dos maranhenses e sugeriu a possiblidade de solicitar o helicóptero da corporação para auxiliar no trabalho de reconhecimento de novas áreas atingidas; translado de equipes médicas e até o transporte de doações.

Recentemente, Cleomar Tema promoveu reunião com gestores municipais e representantes do governo do estado e da Defesa Civil.

Na oportunidade, o presidente da entidade municipalista solicitou que seus colegas prefeitos adotem as medidas necessárias para a decretação do estado de emergência, identificando número de desabrigados, prédios públicos e privados danificados e que recorram de imediato às autoridades competentes.

Estão disponíveis no site da Federação (www.famem.org.br) informações necessárias que irão auxiliar os gestores a proceder para decretação do estado de emergência e até criação de uma coordenadoria municipal de proteção e defesa civil.

Vale destacar, ainda, que a FAMEM, através da ação voluntária de seus funcionários, continua realizando a campanha SOS Municípios, que visa arrecadar donativos para as famílias atingidas pelas fortes chuvas.

As doações podem ser entregues na sede da própria entidade, localizada na Avenida dos Holandeses, nº06, Quadra 08, em São Luís (próximo ao Empório Fribal); e que funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

Pessoas interessadas em ajudar também podem ligar para os números 2109 5400/12/14, que uma equipe de funcionários se deslocará para receber os donativos.

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Weverton recebe título de cidadão de Timon

O deputado Weverton (PDT) recebeu na noite desta segunda-feira, 16, o título de cidadão timonense, no auditório Wall Ferraz, centro da cidade. Proposto pelo presidente da Câmara de Vereadores, Uilma Resende (PDT), o título foi concedido como reconhecimento pelo trabalho do deputado na cidade, com a qual mantém relações estreitas e apoio em obras como a Fundação Cidade, importante ação para a juventude.

A solenidade teve a presença de vereadores; secretários municipais; do prefeito Luciano Leitoa; do deputado estadual Rafael Leitoa; da secretária de Estado da Juventude, Tatiana Pereira, representadno o governador Flávio Dino; do comandante do 11° Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, coronel Hommer Schinnayder; e do presidente do PDT no Piauí, Flávio Nogueira.

História

O presidente da Câmara Vereadores de Timon, Uilma Resende, disse que a indicação de conceder o título ao deputado foi sua, mas a decisão foi unânime entre todos os vereadores. Na sua avaliação, a boa recepção à sua proposta vem da histórica relação do deputado com as principais pautas de demanda da cidade. “É um companheiro de luta do mesmo partido e fez por Timon muita coisa. A ligação que o deputado tem com a cidade é visível, principalmente quando olhamos para o projeto Fundação Cidadania, para os 22 km que vão ligar o centro de Timon até o povoado Mata Pasto e várias outras ações através de suas emendas para novos investimentos na cidade”, afirmou.

O ex-prefeito Chico Leitoa, também companheiro de partido, lembrou a estreita relação que o homenageado tem com a cidade e a amizade que tem com seus familiares, principalmente com seu filho e agora prefeito, Luciano Leitoa. “Faço questão de vir hoje, pois o Weverton merece esse título”, disse.

O atual prefeito, Luciano Leitoa, relembrou as lutas políticas, travadas ao longo dos anos em que construíram suas vidas políticas no Maranhão, pela igualdade de direitos e acesso a políticas públicas para os maranhenses, em especial os timonenses. “Ele é um grande amigo e grande companheiro de luta. Tivemos grandes momentos e sempre que foi necessário ele demonstrou a parceria que precisávamos para a cidade Timon. O Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana, celebrado entre Timon e Teresina, foi um dos grandes feitos e sem ajuda do nosso amigo Weverton não teríamos conseguido”, disse o prefeito.

Parcerias

Emocionado e agradecido pelo título de cidadão, o deputado federal Weverton falou da alegria de estar mais uma vez em Timon para receber um presente tão valoroso para a sua vida pessoal e política. Em seu discurso, Weverton disse que é preciso acabar com a desigualdade e afirmou que sempre irá para levar oportunidade de desenvolvimento para todo o Maranhão. “Cada hora me convenço mais de que os projetos são de interesse coletivo”, disse ele, defendendo a atuação em parceria entre todos os agentes políticos e reafirmando que o seu trabalho como parlamentar sempre prioriza a parceria com prefeitos de cidades maranhenses.

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CCJ começa a analisar Medida Provisória com reajuste para professor

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Assembleia Legislativa (CCJ) começou a analisar, na reunião desta terça-feira (17), a Medida Provisória 272, que trata de reajuste para professores do subgrupo do magistério da educação básica. Participaram do encontro os deputados Glalbert Cutrim (PDT); Rogério Cafeteira (DEM); César Pires (PV); Antônio Pereira (PV); Eduardo Braide (PMN); Marco Aurélio (PCdoB); e Welington do Curso (PSDB).

O presidente da CCJ disse que remeteu para a publicação emendas dos deputados César Pires e Eduardo Braide, que propõem que a reposição seja retroativa a janeiro; e que todos recebam 10%. O líder do governo na Al, Rogério Cafeteria, explicou que os índices são distintos (6,8% e 10%), para permitir a equiparação dos vencimentos e que não fiquem abaixo do mínimo.

A reunião foi bastante concorrida, com a participação de sete deputados e vários professores. O presidente da CCJ informou que, após a publicação das emendas, o tema provavelmente será tratado na próxima reunião, na outra semana.

Após o fim da reunião da CCJ, Eduardo Braide, César Pires e Wellington do Curso tiveram um encontro reservado com os professores, para debater estratégias para garantir a aprovação das emendas na CCJ da próxima semana.

Algumas outras matérias foram apreciadas na reunião, a exemplo da Medida Provisória 270 /2018, de autoria do Poder Executivo, que altera a Lei 7.936, de 14 de julho de 2003, que cria o Fundo Estadual para Habitação e Desenvolvimento Urbano. O parecer do relator, Glalbert Cutrim, foi aceito, com aprovação de emenda dele que inclui um representante do Legislativo no Conselho.

Passou também o parecer favorável do relator Glalbert Cutrim ao projeto da lei ordinária 030/2018, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o mesmo poder a celebrar Contrato de Concessão de Uso Onerosa de área de terras e edificações do denominado “Parque Independência”.

Receberam sinal verde ainda o projeto de lei ordinária 048/2018, com parecer conjunto das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania; e Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias, de autoria do Poder Executivo, que institui o Programa de Atendimento Integral à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, relatado pelo deputado Carlinhos Florêncio (PCdoB); e o 233/2015, de autoria do deputado Rafael Leitoa (PDT), que dispõe sobre a Politica Estadual de Resíduos Sólidos, relatado por Glalbert Cutrim.

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Glaydson Resende terá que dizer o que fez com os R$ 100 mil que deveria ter usado no Carnaval.

No município de Barão de Grajaú, o prefeito Glaydson Resende (PCdoB), usou a velha desculpa dos prefeitos, de que o município estava em crise e que não tinha recursos para realizar o Carnaval este ano. O resultado, sem programação oficial da Prefeitura, o município deixou de movimentar o comercio local, e os moradores da pequena cidade foram levar mais renda para o município de Floriano, no Piauí.

Passados mais de dois meses depois, o blog Maramais recebeu a denúncia de alguns moradores da cidade, de que o prefeito não realizou o Carnaval este ano porque não quis, já que dinheiro na conta tinha, e foi repassado pelo Governo do Estado com o intuito exclusivo de realizar o Carnaval de Barão de Grajaú.

Segundo a denúncia, além do prefeito não ter realizado o Carnaval para a população, omitiu dos moradores a existência da ajuda financeira por parte do Governo do Estado e o pior, até o momento não disse com que foi gasto os R$ 100 mil reais do Convênio nº 115/2018.

Pela legislação, o convênio tem validade de noventa dias, a contar da data de assinatura, que foi no dia 09 de fevereiro. Além desse prazo, soma-se mais sessenta dias para a prestação de contas.

Como o objeto do Convênio era a realização do Carnaval 2018, tudo indica que o dinheiro deverá ser devolvido para a Secretaria de Cultura do Estado, por pura negligência do prefeito.

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Procuradoria de Justiça passa a investigar Luciano Genésio por suspeita de diversos crimes.

Parentes recebendo super-salários e familiares no rol de funcionários fantasmas, são alguns dos pontos investigados pela Procuradoria contra o prefeito Luciano Genésio

O Promotor de Justiça Claúdio Rebêlo Correia Alencar, membro da Assessoria Especial de Investigação dos Ilícitos Praticados por Agentes Políticos Detentores de Foro por Prerrogativa de Função converteu a Noticia de Fato nº 033416-500/2017 em Procedimento Investigatório Criminal –PIC. A Investigação foi motivada por suspeitas de diversas praticas de ilícitos cometidos no município de Pinheiro.( Veja o documento aqui )

Luciano Portaria que autorizou o inicio do Procedimento Investigatório Criminal contra o prefeito Luciano Genésio.

De acordo com o documento do Ministério Publico do Maranhão, publicado nesta terça-feira, 17, o prefeito Luciano Genésio (PP) passa a ser investigado por uma serie de supostos crimes.

O documento aponta que há suspeita de que vários funcionários recebem super-salários e que o prefeito mantém vários familiares como funcionários fantasmas com salários vultosos.

Outro ponto que passam a ser investigados pela Procuradoria de Justiça, são pelo menos sete contratos firmados entre familiares do prefeito Luciano Genésio e o Instituto Acqua, responsável pela Administração do Hospital Regional da Baixada, que teria como Diretor, o irmão da esposa de Luciano, a médica Thayza Hortegal (PP), pré-candidata a deputada estadual.

O vice-prefeito Stélio Castro Cordeiro e a Secretária de Educação Iara Chagas Silva são suspeitos de acumulo indevido de cargo.

Já o servidor comissionado Bruno Américo Mezenga de Oliveira, seria proprietário da empresa Simples Projetos e Organizações Eireli e teria contrato de aproximadamente meio milhão de reais para realização de eventos com a prefeitura de Pinheiro, o que é vedado pela legislação vigente.

Agora, a Procuradoria Geral de Justiça tem 90 dias para conclusão do Procedimento Investigatório Criminal.

Leia também:

Luciano Genésio continua escondendo dados da Folha de Pagamentos de Pinheiro

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Prefeitura expande serviços de saúde na zona rural de Matões do Norte

A prefeitura de Matões do Norte continua acelerando o ritmo de trabalho no que se refere a expandir os serviços preventivos de saúde nos povoados da zona rural do município.

Nesta terça-feira (17), equipes da Secretaria Municipal de Saúde, atendendo determinação do prefeito Padre Domingos Costa (PSB), atuaram na localidade Pedras onde foram desenvolvidas ações diversas, tais como vacinação contra HPV; palestras educativas; testes rápidos de HIV, Sífilis e HEB B e C.

Especificamente para o público feminino, foram repassadas informações importantes sobre a prevenção do câncer de colo do útero.

As atividades foram realizadas na Unidade Básica de Saúde do povoado.

A gestão do prefeito Padre Domingos Costa vem, desde 2017, executando investimentos importantes que estão mudando para melhor o setor da saúde de Matões do Norte.

Recentemente, por exemplo, foi introduzido na rede municipal o serviço de ultrassonografia, o que ampliou o número de atendimentos, além de contribuir para a modernização do setor.

A prefeitura também implantou o serviço de colocação de prótese dentária, que está disponível no Posto Avançado de Saúde José Araújo.

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Chico Carvalho diz que sua história política independente incomoda alguns.

O vereador Chico Carvalho (PSL), que teve seu nome citado em diversas reportagens nos últimos dias, entrou em contato com o editor do blog Maramais para esclarecer alguns fatos.

Sobre o esquema de agiotagem que envolveu membros da Câmara de Vereadores no período em que o vereador Isaías Pereirinha (PSL) presidiu a casa, Chico Carvalho fez questão de deixar claro que jamais teve seu nome envolvido com agiotagem e que não responde a nenhum processo na justiça.

Em relação ao suposto tumultuo no processo de eleição da Mesa Diretora, Carvalho disse que é um direito do PSL, e por isso ingressou com a Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Quanto a polêmica envolvendo o nome do vereador Ricardo Diniz (PRTB), Carvalho esclareceu que “Quem se lançou candidato à Presidente da Câmara foi o próprio Ricardo Diniz, lá na TV Mirante, e posteriormente na sede do PSL. Temos que ter palavra de homem! Em relação ao meu nome, apenas coloquei à disposição, mas jamais briguei por isso.”  Esclareu o presidente do PSL.

O parlamentar concluiu afirmando que sua independência tem incomodado algumas pessoas.

“Eu sempre fiz política só, com meus próprios pés, sem padrinho, sem tutela e sem ser subserviente. Talvez isso incomode. Tenho uma grande história política em minha cidade. Ajudei muito o PDT do Dr. Jackson Lago e nunca pedi nada em troca. Coordenei a campanha do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) no segundo turno, e também não pedi nada em troca. O vereador Pereirinha foi presidente da casa por 10 anos e nem da mesa eu fiz parte. Admito que tenho alguns erros, mas com uma diferença gigantesca, tenho escrúpulos e vergonha!” Desabafou o vereador.

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Sebastião Madeira é acionado por improbidade administrativa.

O Ministério Público do Maranhão propôs Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, o ex-procurador-geral do município, Gilson Ramalho de Lima, e o juiz titular da Fazenda Pública de Imperatriz, Joaquim da Silva Filho. A ACP, protocolada no dia 13, foi elaborada pelos titulares da 1ª e 6ª Promotorias de Justiça Especializada em Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa, Nahyma Ribeiro Abas e Albert Lages Mendes.

De acordo com as investigações do Ministério Público, Sertammy Andrade Melo e Jaqueline Ferraz dos Santos foram nomeadas para o cargo em comissão de assessoras jurídicas, lotadas na Procuradoria-Geral do Município. No entanto, as servidoras foram cedidas para prestarem serviços de natureza particular ao juiz da Vara da Fazenda Pública de Imperatriz, Joaquim da Silva Filho.

O MPMA apurou que o envio das servidoras para o gabinete do juiz não obedeceu a procedimentos legais nem foi informado à direção do Fórum ou ao Tribunal de Justiça. Além disso, o Artigo 85 do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Imperatriz prevê a possibilidade de cessão apenas de servidores efetivos para prestarem serviços em outros órgãos, vedando assim a disponibilidade de pessoas em cargos de comissão.

“Todo o processo de lotação das servidoras foi realizado na mais absoluta informalidade, contrariando os trâmites necessários para a realização deste tipo de cessão, o que leva a presumir que elas estavam prestando serviço de natureza particular às expensas do erário municipal”, ressalta o promotor de justiça Albert Lages Mendes.

O depoimento das testemunhas também constatou que apesar de as servidoras estarem sob o regime de jornada de trabalho semanal de 40 horas, o magistrado permitia que elas cumprissem jornada de trabalho de apenas 20 horas semanais, quatro horas por dia, caracterizando lesão ao erário.

“Não havia interesse público em jogo que justificasse a nomeação e cessão das servidoras, mas única e exclusivamente o interesse do ex-prefeito e do ex-procurador-geral em agradar o magistrado, nomeando pessoas do seu círculo de amizade, já que Sertammy já havia estagiado voluntariamente no gabinete do juiz” , conclui a promotora de justiça Nahyma Ribeiro Abas.

PEDIDO

O Ministério Público pediu ao Poder Judiciário que bloqueie os bens dos requeridos e aplique as sanções listadas no artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa, que prevê ressarcimento integral do dano ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a dez anos e proibição de contratar com o poder público por até dez anos.

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Aécio Neves vira réu no Supremo por corrupção e obstrução de Justiça

G1 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (17) receber a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça. Com isso, o senador será transformado em réu pela primeira vez.

Por unanimidade, os cinco ministros da turma (Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes) acolheram a denúncia de corrupção da Procuradoria Geral da República e, por 4 votos a 1, a de obstrução de Justiça – neste caso, o único voto contrário foi o de Alexandre de Moraes.

Com a aceitação da denúncia, Aécio passa a responder ao processo penal na condição de réu e poderá contestar a acusação com novas provas. Só ao final da ação poderá ser considerado culpado ou inocente, em julgamento a ser realizado pela mesma turma do Supremo.

O julgamento começou no início da tarde com as manifestações da acusação e da defesa do parlamentar.

O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, contestou as acusações de corrupção e obstrução de Justiça. O subprocurador da República Carlos Alberto Coelho, responsável pela acusação, disse haver “farto material probatório” para incriminar o senador (leia mais abaixo).

Aécio foi acusado em junho do ano passado, em denúncia da Procuradoria Geral da República, de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, em troca de favores políticos; e também de tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato. Uma conversa entre os dois foi gravada pelo empresário.

Junto com o parlamentar, foram denunciados pela PGR a irmã dele, Andréa Neves da Cunha, o primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (MDB-MG), todos por corrupção. A primeira teria pedido o dinheiro a Joesley e os outros dois teriam recebido e guardado quatro parcelas de R$ 500 mil em espécie.

Após as manifestações da procuradoria e dos advogados, os ministros rejeitaram, por unanimidade, um pedido da defesa para ter acesso a provas que integram outras investigações, relacionadas a Marcello Miller.

Depois, negaram também, por maioria, fatiamento do caso para enviar à primeira instância as acusações contra Andréa, Frederico e Mendherson, por não terem foro privilegiado.

Dos cinco ministros da Primeira Turma, quatro entenderam que as condutas estavam imbricadas, de modo que não seria conveniente separar os processos. O único a votar pelo desmembramento foi o relator, Marco Aurélio Mello.

Os ministros também rejeitaram de modo unânime uma contestação à validade das provas usadas na investigação.

A defesa sustentou que foram baseadas na delação da J&F, alvo de questionamento pela suposta orientação do ex-procurador Marcello Miller aos executivos da empresa, quando ainda integrava a PGR.

Os ministros negaram o pedido, considerando que a validade do acordo e a manutenção ou não das provas será analisada em momento posterior, em ação própria.

Relator

Relator do inquérito no STF e responsável por supervisionar as investigações, Marco Aurélio Mello disse em seu voto que as suspeitas de corrupção e obstrução serão analisados com mais profundidade durante o processo, no qual a defesa poderá contestar novamente as acusações com mais provas.

O ministro considerou que não configuram obstrução de Justiça a atuação de Aécio Neves na discussão de projetos de lei – para aprovar novas formas de abuso de autoridade e perdoar prática de caixa 2.

“A articulação política é inerente ao presidencialismo de coalisão, e não pode ser criminalizada, sob pena de ofensa a imunidade material dos parlamentares, nesse ponto, mostra-se insuficiente o que veiculado na peça acusatória”, disse o ministro.

Em outra parte do voto, porém, Marco Aurélio viu tentativa de embaraço às investigações na pressão exercida sobre membros do governo e Polícia Federal para escolher delegados para conduzir os inquéritos da Operação Lava Jato.

“Ocorre que há transcrições de conversas telefônicas ligações realizadas pelo senador das quais se extrai que estaria tentando influenciar na escolha de delegados da Polícia Federal em inquéritos alusivos a Operação Lava Jato […] Surgem sinais de pratica criminosa”, disse.

Acusação

Representando a Procuradoria Geral da República (PGR), responsável pela acusação, o subprocurador da República Carlos Alberto Coelho disse haver “farto material probatório” no caso e que por isso, a defesa se concentrou, segundo ele, em apontar nulidades jurídicas na investigação.

Coelho lembrou, contudo, que a investigação conta com gravações da Polícia Federal do primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, recebendo dinheiro do diretor da JBS Ricardo Saud, entre março e abril do ano passado, a mando de Joesley Batista, conforme combinado previamente com o senador.

Em relação à acusação de corrupção, o subprocurador disse que Joesley aceitou dar R$ 2 milhões a Aécio em razão de seu cargo.

“Não há dúvidas de que o empresário apenas aceitou pagar R$ 2 milhões a Aécio Neves porque esse ocupava o cargo de senador da República. Os autos deixam claro que não fez o pagamento por prodigalidade, altruísmo ou solidariedade. Sabia que Aécio estava pronto para prestar contrapartidas”, disse Coelho.

O subprocurador também contestou a tese da defesa de que Joesley teria sido induzido pela PGR a forjar um crime do senador, a partir da orientação do ex-procurador Marcello Miller.

“Não houve em sua execução [gravação da conversa] qualquer participação do MP ou da PF. Foi realizada inteiramente pelo colaborador por iniciativa sua e posteriormente entregue à PGR”.

Defesa de Aécio

Pela defesa de Aécio, o advogado Alberto Zacharias Toron começou contestando a acusação de obstrução de Justiça, sob o argumento de que o crime envolve impedir investigação sobre organização criminosa.

“Não se trata de acusação de organização criminosa e não há notícia relativamente à prática de estar inserido em organização criminosa”, disse o advogado.

Toron ainda contestou a acusação de que Aécio teria tentado obstruir a Justiça na discussão de projeto de lei contra o abuso de autoridade. Disse que, na tramitação do texto, o senador propôs eliminar o chamado “crime de hermenêutica”, pelo qual um juiz poderia ser punido por decisão posteriormente derrubada por instância superior.

“Ele teve condutas claras no sentido do pleito da Ajufe [associação dos juízes federais]. Como se dizer que essa conduta significou embaraço? Ainda que assim não fosse, isso se insere na atividade parlamentar dele”, afirmou o advogado.

Toron também buscou explicar acusação de que Aécio tentou escolher delegados para conduzir investigações da Operação Lava Jato. Disse que numa ligação com o então diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, ele apenas demonstrou insatisfação com o andamento de inquérito. “Manifesta contrariedade com delegados e não passou disso”.

Em relação à acusação de corrupção, disse que o crime deve estar atrelado a um “ato de ofício”.

Segundo o advogado, a denúncia fez “cortina de fumaça” ao não demonstrar uma contrapartida concreta de Aécio em favor de Joesley.

“É ele [Joesley] que sugere pagamento em dinheiro. É ele Joesley que fala na questão da Vale”, disse o advogado.

Toron reafirmou que o pedido de dinheiro a Joesley partiu de Andréa Neves, irmã de Aécio, para pagar advogados – a intenção inicial era vender um apartamento da mãe do senador ao empresário.

Defesa de Andréa Neves

Defensor de Andréa Neves, o advogado Marcelo Leonardo contestou a validade de interceptações no celular dela, pelo qual pediu dinheiro a Joesley e marcou encontro do empresário com Aécio. Disse que não havia autorização para o grampo.

Marcelo Leonardo também atacou a validade da delação da J&F pela suposta participação do então procurador Marcelo Miller nas negociações pelo lado dos executivos, citando documentos da própria PGR que levaram à rescisão do acordo de colaboração.

“A prova daí resultante é ilícita pela participação indevida de um membro do Ministério Público que atuava dos dois lados […] Está evidente que desde o início houve o direcionamento para que houvesse a entrega do senador Aécio”, disse o advogado.

Ele também reafirmou a versão de que Andréa procurou Joesley para vender um apartamento da mãe. “Quando se pega a conversa de Aécio com Joesley ambos fazem referência ao apartamento. Fica evidenciado que a conversa foi exclusivamente à venda do apartamento e não há nenhuma gravação de que Andréa tivesse feito pedido de R$ 2 milhões”.

Defesa do primo de Aécio

Em nome de Frederico Medeiros, primo de Aécio, Ricardo Silveira de Mello disse que a participação dele se limitou à busca do dinheiro, sem conhecimento de que seria propina. “Em momento algum há referência a participação de Frederico na solicitação daquela vantagem”, disse. Acrescentou que Aécio disse a Frederico que se tratava de um empréstimo.

O advogado também citou declaração de Aécio isentando o primo de responsabilidade no episódio. “O simples fato de receber o numerário por si só não constitui ilícito penal”, disse.

Defesa de Mendherson Souza Lima

Representando o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, que guardou o dinheiro destinado a Aécio, Antonio Velloso Neto defendeu o fatiamento da denúncia e envio da parte relativa ao cliente para a primeira instância, pelo fato de não ter foro privilegiado.

Em relação à acusação de corrupção, o advogado disse que ele não participou do pedido de propina.

“Nada foi imputado que pudesse trazê-lo a essa relação […] Onde o dolo, onde sua participação? MP não descreve a participação [na solicitação de vantagem indevida]”, disse.

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