Em Jatobá, mesmo sobrando dinheiro, fornecedores reclamam de atrasos

O prefeito do pequeno município de Jatobá, 480 km de distância da capital, Carlos Roberto Ramos da Silva, que se transformou em Robertinho para disputar a prefeitura em 2020, parece não ter como forte, habilidades para administrar recursos vultuosos.

Com três mandatos como vereador o município e apenas o ensino fundamental, Robertinho tem sido alvo de reclamações e denúncias de fornecedores que o acusam de atrasos no pagamento de serviços prestados para a Prefeitura.

No mês passado, com exclusividade, o blog Maranhão de Verdade revelou o efeito dominó causado pela péssima gestão de Robertinho, que corriqueiramente atrasa os pagamentos dos fornecedores, que acabam atrasando salários de trabalhadores.

De acordo com o levantamento do blog, em apenas 30 dias, o pequeno município recebeu mais de R$ 2.052.109,30 (dois milhões e cinquenta e dois mil e cento e nove reais e trinta centavos), fruto de repasses do FPM – Fundo de Participação; ITR – Imposto Territorial Rural; ICS – ICMS estadual; FUS – Fundo de Saúde; IPM; IPM – IPI Exportação – Cota Município; FUNDEB e SNA – Simples Nacional. Nesse bolo, não estão incluídos os convênios federais, estaduais, tributos municipais, programas de apoio, entre outros inúmeros repasses assegurados mensalmente.

“A cidade vive um caos administrativo com a prefeitura fechada, funcionários com salários atrasados e o prefeito sumiu, não aparece na cidade. Questões importantes como geração de emprego e renda não passaram de discurso eleitoreiro. A cidade vive em abismo, onde enfrenta graves problemas nas áreas da saúde, educação, limpeza urbana, infraestrutura, transporte, falta de mobilidade urbana, e a crise no comércio onde dinheiro não circula. Além disso, o índice de assaltos vem crescendo, principalmente, pela falta de Iluminação pública em diversos bairros da cidade”, declarou um morador a reportagem do Maranhão de Verdade.

E dinheiro não falta.

No portal do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, é possível verificar que em 2021, no primeiro ano da desastrosa gestão de Robertinho, o município arrecadou mais de R$ 38,5 milhões de reais, mas realizou apenas R$ 30,5 milhões em pagamentos.

Já em 2022, o valor arrecadado foi de R$ 45,6 milhões e as despesas pagas foram de R$ 37,8 milhões.

Assim, mesmo com dinheiro sobrando, fornecedores amargam prejuízos e trabalhadores sofrem as consequências da péssima gestão de Robertinho, que tem provado não entender absolutamente nada sobre gestão.

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