Debate Band: O baixo nível que a Direita chegou com Flávio Bolsonaro

Não é preciso ser especialista em política, para se fazer uma análise detalhada de como o principal representante da Direita no Brasil, o senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL), rebaixou o nível intelectual, cultural e de educação que sempre foram as principais características da Direita.

Desde 1989, quando a Band promoveu a primeira edição do Debate Band, nunca se viu tanta baixaria e pouco debate, como na edição deste ano.

Naquela primeira edição, participaram do debate, debate Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Paulo Maluf (PDS), Roberto Freire (PCB), Affonso Camargo (PTB), Aureliano Chaves (PFL), Ronaldo Caiado (PSD), Mário Covas (PSDB) e Guilherme Afif Domingos (PL). Fernando Collor (PRN), optou por não participar do debate no primeiro turno e acabou sendo eleito.

Nas eleições seguintes, a Direita deu aula sobre economia, educação, políticas públicas sociais, sempre com nomes de alto nível, como Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998; José Serra em 2002 e 2010; Geraldo Alckmin em 2006.

Em 2014, a Direita dá claros sinais de que começa a perder a essência, com o candidato Aécio Neves, que logo após perder a eleição, passa a ser alvo de denúncias sobre corrupção, o que abre espaço para a nova Direita, extremista, longe dos livros e conhecimentos apurados. Surge então, o Bolsonarismo.

Com uma carreira política que o jogou no conhecido baixo clero da Câmara, formado, supostamente, em Educação Física, Jair Messias Bolsonaro viu o espaço aberto na Direita, e no novo momento digital do Brasil, jogou o jogo, sabia que só como meme e epiada, ganharia espaço na TV, e ganhou, virou matérias recorrentes, sempre satirizado em Programas de TV como CQC e Pânico, dessa forma, caiu na internet e ganhou as eleições em 2018, com Arminha e discurso de ótimo, e tocou esse perfil em sua única gestão, que enfrentou a pandemia do Covid-19 de forma caótica.

Em 2022, quando tentou a reeleição, o Brasil já conhecia o perfil de Bolsonaro, mal educado, grosso, desrespeitoso, debochado e nada propositivo. O resultado veio nas urnas.

Agora, com o senador Flávio Bolsonaro, o que se viu no Debate da Band realizado na noite deste domingo (18), foi uma forma turbinada de tudo aquilo de ruim que já se viu em 2018 e 2022, em um verdadeiro show de stand up comedy.

Eleitores indecisos e a direita tradicional saiu com a sensação de que falta um novo nome na Direita, maduro, experiente, e preparado para um Brasil plural, de todos, e talvez esse nome seja Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas isso só saberemos em 2030.

Até aqui, o que se tem é isso, Lula sendo Lula, e a Direita representada por Flávio Bolsonaro, com um pelotão nas mãos de garotos como Nikolas Ferreira, André Fernandes e tantos deputados federais eleitos pela geração Z, que talvez nunca tenham lido um único livro na vida, e suas fontes de conhecimentos se resumem a vídeos do Youtube e Shots, sem nenhuma apuração de dados, mas que se comunicam muito bem com esse novo público, que também carece de informação e conhecimentos. Lamentávelmente.

 

 

 

Seja parceiro do Blog Maramais e vire notícia no Maranhão todoEnvie uma mensagem agora

1 comentário(s)

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.Campos obrigatórios são marcados com *