Ibama registra manchas de quase 1km ao redor do navio encalhado na costa do Maranhão; Vale e Polaris são notificadas

O Ibama informou ter encontrado manchas de óleo em uma área de 0,79km² durante sobrevoo realizado nesta sexta-feira (28), no local onde o navio Stellar Banner está encalhado.

A estimativa do óleo derramado foi calculado através de dados obtidos pelos sensores de detecção de óleo da aeronave Poseidon.

O órgão também informou que as empresas Vale e Polaris seriam notificadas.

Risco de tragédia ambiental

Com cerca de 290 mil toneladas de minério de ferro e quatro milhões de litros de óleo, a Marinha e o Ibama não descartam risco de uma tragédia ambiental caso todo esse material seja despejado na costa do Maranhão.

Se isso acontecer, será a terceira tragédia ambiental envolvendo a Vale em menos de cinco anos.

Empresas com histórico ruim

O navio Stella Banner é de propriedade da empresa sul-coreana Polaris Shipping, que em 2017, teve uma embarcação naufragada no Oceano Atlântico com 260 mil toneladas de minério.

Um ano após o acidente, a empresa foi notificada por 22 mudanças não autorizadas em outro navio.

Já a Vale, proprietária do minério transportado, se envolveu nas últimas duas grandes tragédias ambientais no Brasil, em Brumadinho (2019) e Mariana (2015).

Vale pode se envolver em nova tragédia ambiental

A minerado Vale vive mais um pesadelo, desta vez, no nordeste brasileiro. O  navio MV Stellar Banner, contratado pela mineradora para transporte de minério de São Luís à China, corre risco de naufrágio após adernar 100 quilômetros da costa ludovicense.

Após perceber dano no casco do navio, o capitão encalhou a embarcação em um banco de areia.

Caso afunde, a embarcação pode espalhar cerca de 4 milhões de litros de óleo diesel e milhares de toneladas de minério de ferro que pode contaminar as praias do nordeste, manchando ainda mais o nome da mineradora, que esteve envolvida em acidentes graves em menos de cinco anos.

Imagens aéreas feitas pela Marinha nesta quinta-feira (27), mostram pontos escuros ao redor do convés, o que pode ser vazamento de combustível.

Prevendo desastre, a Vale informou ter solicitado à Petrobras a cessão de “navios Oil Spill Recovery Vessel (OSRV, ou navios de recuperação para vazamentos de óleo) para contenção de eventual vazamento.

Caso o minério chegue ao mar, será mais uma tragédia ambiental envolvendo a Vale, que contabiliza no seu recente histórico, a tragédia de Brumadinho, que matou 270 pessoas em janeiro do ano passado, em Minas Gerais, e de Mariana, que contabilizou 18 mortos em 2015.

O MV Stellar Banner tem pouco mais de 340 metros de comprimento e pode transportar até 300.000 toneladas de minério. A Vale não informou qual a carga total no momento do acidente.