Trabalhadores ribamarenses conseguem bloqueio de R$ 1,9 milhões nas contas da prefeitura para garantir pagamentos de salários

Trabalhadores da Saúde de Ribamar conseguem bloqueio de quase R$ 2 milhões, para garantir pagamentos de salários

Os profissionais da área da Saúde, que trabalhavam no Hospital e na Maternidade Municipal de São José de Ribamar, conseguiram nesta segunda-feira (06), uma importante vitória na luta para receber seus salários e direitos trabalhistas.

Através de ação impetrada pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde e do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, os advogados conseguiram o bloqueio de R$ 1.908,917 ( um milhão novecentos e oito mil, novecentos e dezessete reais ) diretamente nas contas da Prefeitura de São José de Ribamar, comandada pelo prefeito Eudes Sampaio (PTB).

Na decisão, concedida pelo Juiz Carlos Gustavo Brito Castro, ficou estipulado o prazo de dez dias para a prefeitura transfira o valor, caso contrário, poderá ter de pagar multa de até R$ 30 mil reais.

Em tempos de pandemia, apesar da vitória judicial, é uma vergonha que trabalhadores do setor da Saúde sejam obrigados a recorrer ao Poder Judiciário para receberem salários e direitos trabalhistas.

Confira a decisão judicial clicando aqui.

São José de Ribamar: Substituta da Unir Saúde vai faturar mais de R$ 10 milhões em apenas seis meses

A organização IADVH – Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana, com sede localizada na área nobre de São Luís e presidida por Geova Fernando Santos, assinou contrato de R$ 10,6 milhões por seis meses para gerenciar o Hospital e Maternidade de São José de Ribamar.

O IADVH substitui a Unir Saúde, que teve o contrato desfeito com a gestão do prefeito Eudes Sampaio após escândalo nacional envolvendo o instituto no Rio de Janeiro.

A nova organização detém em seu curriculum, a gestão de UPA em Belém e contrato com a prefeitura de Barreirinhas.

Vereador quer ex-diretora da Unir Saúde no comando do Hospital de Ribamar

Com a saída da Unir Saúde do município de São José de Ribamar, quem perdeu o emprego de diretora foi a esposa do líder do governo, vereador Professor Cristiano. Andreya de Jesus era diretora no quadro de funcionários da Unir Saúde, empresa que administrava o Hospital Municipal de São José de Ribamar, e que teve seu contrato rompido após escândalo nacional.

Assim que soube do descredenciamento da empresa e do destrato com a prefeitura de São José de Ribamar, o vereador Cristiano teria ido bater na porta do prefeito Eudes Sampaio (PTB), e exigir que o gestor determine à nova empresa, o IADVH – Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana, a imediata admissão de sua esposa como Diretora, com salário que pode chegar a R$ 18 mil reais.

Cristiano alega ao prefeito, que desde o início sempre se posicionou contra a CPI da Saúde, além da fidelidade de sua esposa ao político, agindo como olheira e porta-voz de Eudes no Hospital.

Andreya informou ao prefeito, por exemplo, de uma homenagem preparada por servidores da Saúde para o ex-secretário Tiago Fernandes. Ao saber das manifestações que estavam sendo preparadas, o prefeito foi taxativo, “quem participar será exonerado”. Confidenciaram, decepcionados, vários funcionários.

O episódio, junto com as demissões de funcionários de terceiro escalão do início do mês, em plena crise causada pelo Covid-19 teriam sido fundamentais para a crise instalada entre o grupo de Eudes Sampaio e Luís Fernando.

Caso o prefeito consiga impor à nova empresa a contratação da ex-diretora da Unir Saúde, tudo indicará que a mudança de empresa foi apenas uma jogada, mas tudo continuará como antes.

Empresa do RJ assina quarto contrato de R$ 21 milhões com a prefeitura de Ribamar

Ao todo, a empresa Unir Saúde, que foi proibida pela Justiça do RJ de realizar contrato com o município carioca, já soma quase R$ 100 milhões para gerenciar o Hospital e a Maternidade de São José de Ribamar

Qual seria o interesse do prefeito em continuar com uma empresa que é alvo de reclamação diária da população ribamarense?

Os moradores do município de São José de Ribamar querem saber do prefeito Eudes Sampaio (PTB) para onde está indo tanto dinheiro pago para a empresa Unir Saúde. Mesmo já acumulando quase R$ 100 milhões em contratos com a prefeitura de Ribamar, as condições do hospital e da maternidade são de completo caos e abandono.

Na última semana, após fortes chuvas, pacientes relevaram as reais condições do local, repleto de goteiras.

Mesmo com o péssimo serviço desempenhado pela empresa, que já foi até proibida pela Justiça de  realizar contrato com o município do Rio de Janeiro, o prefeito Eudes Sampaio autorizou, no final do ano, a renovação do contrato assinado em 2017 e renovado nos anos seguintes.

Para evitar polêmica, o contrato só ficou público agora, na edição do dia 06 de janeiro disponibilizado apenas no dia 13 de janeiro.

Além das péssimas condições do hospital e maternidade oferecidas aos ribamarenses, funcionários reclamam de atrasos constantes no salários.

Bomba! Proibida de contratar com a prefeitura do RJ, Unir Saúde vai faturar R$ 20 milhões em São José de Ribamar.

Empresa carioca vai faturar alto em São José de Ribamar

A Organização Social Unir Saúde, que é investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por suspeita de irregularidades em contratos com a Prefeitura do Rio, e acumula mais de 60 processos, encontrou em São José de Ribamar, uma forma de continuar com suas atividades.

Proibida pela justiça do RJ de contratar com a prefeitura carioca, a empresa assinou contrato com a prefeitura de São José de Ribamar, comandada pelo prefeito Luís Fernando Moura da Silva (PSDB), para administrar o hospital municipal e a maternidade.

Pelo contrato, a organização social, que é presidida por Leonardo de Azevedo Assunção, receberá mais de R$ 20 milhões e terá a missão de superar o caos na saúde ribamarense instalado nos últimos meses, quando hospital e maternidade quase fecham as portas. (relembre aqui) e (aqui).

Hospital de São José de Ribamar virou um verdadeiro caos nos últimos meses.

Unir Saúde e mais sete OS são investigadas no RJ

Das dez organizações sociais (OSs) que administravam 108 das 248 unidades de saúde da prefeitura do Rio no ano de 2016, oito são investigadas em procedimentos no Ministério Público (MP) estadual e em ações no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio por suspeitas de irregularidades. Há desde denúncia de não fornecerem condições adequadas aos pacientes, até casos de supostos desvios de recursos públicos. A maioria das investigações teve por base 16 auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Em alguns casos, os auditores constataram sobrepreços de até 508% na compra de medicamentos.

As auditorias do TCM foram feitas em nove OSs que tinham contrato com a prefeitura à época da inspeção. Apenas na Fiotec não foram detectados problemas. Mas foram apontadas objeções aos serviços nas demais: Instituto de Atenção Básica e Avançada de Saúde (Iabas), Viva Rio, Associação Paulista, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), Centro de Estudos e Pesquisas 28 (Cep 28), Gnosis, Unir e Cruz Vermelha.

Na maior parte, foram identificadas práticas semelhantes às que levaram a Justiça a decretar a prisão de oito pessoas ligadas à Biotech, na operação Ilha Fiscal, sob acusação de desvio de mais de R$ 48 milhões em contratos com a prefeitura. A Biotech, já descredenciada, administrava os hospitais Pedro II (Santa Cruz) e Ronaldo Gazolla (Acari).

Diante da gravidade do quadro — e do fato de que essas OSs receberão este ano R$ 1,9 bilhão (cerca de 38,8% do orçamento destinado à saúde) — os promotores do MP recomendaram ao município, a suspensão de novas contratações.

Leonardo de Azevedo já foi condenado por golpe milionário.

Em 2003, Leonardo de Azevedo Assunção foi condenado pela Justiça goiana porque, através de procurações falsificadas em nome dos pais, conseguiu empréstimos bancários de cerca de R$ 1,3 milhão.

De acordo com o inquérito policial que integra o processo, em 1996, em Goiânia, Leonardo de Azevedo Assunção, auxiliado por uma pessoa conhecida apenas pelo apelido de “Gato ou Rato”, “falsificou, no todo, documento público e, ainda, inseriu em documento particular de declaração falsa, alterando a verdade sobre fato juridicamente relevante”. Conforme se apurou, Leonardo é sócio-proprietário das empresas Lemma-Empreendimentos e Participações S/C Ltda. e Lemma-Agropecuária S/C Ltda., cujos sócios majoritários, gerentes e administradores das mesmas são Célio Teodoro de Assunção e Maria Ângela de Azevedo Assunção, pais do acusado que, nesta condição, eram os únicos com poderes de administração, gerência e representação das empresas. Por isso mesmo, anualmente outorgavam procurações aos seus funcionários, dentre os quais o filho, com validade de um ano, para o fim específico de representação social perante bancos e repartições públicas, dando-lhes poderes para agir sempre em conjunto, jamais isoladamente.

Para conseguir os empréstimos bancários e movimentar as conta-corrente, o que não lhe era permitido, Leonardo com o auxílio de “Gato ou Rato” falsificou duas Certidões do Cartório do 8º Ofício de Notas da Comarca do Rio de Janeiro, levando um primeiro empréstimo de R$ 270 mil, em 2 de fevereiro, no Banco Sudameris, seguido de mais dois, no valor de R$ 150 mil, em 10 de maio, no Banco Brasileiro Comercial e um terceiro, no valor de R$ 900 mil, no Banco Rural S/A, somando tudo em R$ 1,320,00 (um milhão, trezentos e vinte mil reais), operações realizadas todas no ano de 1996.

A juíza de primeira instância, julgando as acusações de falsificação de documento público e falsidade ideológica, condenou Leonardo pelas sanções acumuladas a uma pena de prisão de quatro anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semi-aberto, com o pagamento de oitenta dias-multa.