Solidariedade deve eleger um vereador em São José de Ribamar

Dentre as indicações de empregos com o prefeito Eudes Sampaio, estão sua esposa e uma irmã, o que mostra o prestígio do vereador

O trabalho de organização do partido Solidariedade em São José de Ribamar, feito pelo líder do governo Eudes Sampaio na Câmara, vereador Professor Cristiano, deve garantir pelo menos uma vaga na próxima legislatura.

Com as garantias do atual prefeito e do ex-prefeito, Cristiano se preocupou em manter dois vereadores de mandato (além dele, a vereadora Nádia Barbosa está no partido), e conseguiu pouco mais da metade de pré-candidatos que poderiam disputar o pleito pelo partido, o que deve resultar em cerca de 15 candidatos após a convenção que homologará o registro dos atuais 18 pré-candidatos.

Na prática, só os votos dos dois vereadores de mandato, baseado nos números de 2016, não garante nenhuma vaga ao partido, por isso o imberbe vereador buscou nomes considerados mais fracos que ajudassem a superar a marca de quatro mil votos no Solidariedade, mas sem oferecer nenhum risco ao seu projeto de recondução ao cargo.

Com a estratégia, Cristiano dá como certa sua reeleição, já que detém privilégios que os demais pré-candidatos nem sonham.

Publicamente, é sabido que a esposa do vereador exerce cargo estratégico no Hospital Municipal, o que tem lhe garantido além de informações importantes, serviços de assistência que na prática, resultam em votos para o parlamentar.

Na montagem do partido, Cristiano se preocupou em colocar no mesmo pacote, com exceção da vereador Nádia, nomes sem prestigio algum na gestão, nem regalias como indicações de empregos, de modo que não lhe representasse risco. Na soma, se tudo der certo, conseguirá reeleger-se e quem sabe, na sobra, também renovar o mandato da vereador Nádia Barbosa.

Já aos demais candidatos, restará a gratidão pelos votos que ajudará o partido a atingir o quociente eleitoral, que este ano está estimado em 4 mil votos.

Lascou! Em nota, Vereador Cristiano assume que recebeu sem trabalhar, e se cala sobre acusações de nepotismo e de corrupção no Hospital.

A situação do vereador Cristiano, ficou ainda mais complicada. Na tentativa de explicar o inexplicável, o vereador assumiu que recebeu salários sem trabalhar por sete meses, e que só no oitavo mês percebeu que não trabalhava, mas recebia.

Segundo o imberbe vereador, o problema foi uma falha da administração do prefeito, alheia a sua vontade. Mas não explica porque não tentou corrigir o erro logo no primeiro mês de salário recebido sem trabalhar, pelo contrário, só tentou corrigir no oitavo mês, após ter sido alertado por aliados de que poderia ter o mandato cassado por ato de improbidade.

Em nenhum momento da nota de esclarecimento, que na verdade trata dos fatos com obscuridade, o vereador apresenta documentos que comprovem o que está tentando passar pro leitor. Pelo contrário, oculta inclusive sua própria história.

Cristiano diz que tornou-se professor concursado em 2011, e pula para 2016, quando foi eleito. Nesta parte da nota, não responde a outras acusações, como os processos por irregularidade durante o período que foi Secretário de Juventude na gestão do ex-prefeito Gil Cutrim (PDT), e que até hoje rende ao vereador, dor de cabeça com a justiça.

Também evita falar sobre a sua determinação de mandar acabar com o Caminhão da Juventude, durante o período que foi Secretário de Juventude.

O vereador que tenta passar uma imagem de vitima, afirmando que as matérias tem cunho político, nada fala sobre a irmã e a esposa que incorrem na pratica de Nepotismo, vedado pela Legislação.

Outra acusação que o vereador silencia é sobre a esposa usar o cargo para beneficiá-lo politicamente, dando prioridade para pedidos de consultas, exames e cirurgia, ato considerado de corrupção e que estaria prejudicando usuários da rede municipal

Abaixo, confira a nota e pergunte-se porque o vereador omitiu tantas denúncias e, apenas confirmou o que foi denunciado, que teria recebido durante sete meses sem trabalhar.

Bomba: MP investiga vereador suspeito de ter sido “fantasma” em São José de Ribamar

Vereador Cristiano é acusado de usar a esposa, que é Diretora do Hospital, para obter vantagens políticas, denuncia um servidor.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A respeito das matérias divulgadas nos últimos dias envolvendo meu nome, venho esclarecer a verdade sobre os fatos.Profess

Primeiramente, é importante ressaltar que a “queixa-denúncia” foi protocolada após o problema já ter sido solucionado, motivo pelo qual destaco que não há contra minha pessoa nenhum processo ou investigação.

Tornei-me servidor público municipal efetivo, no ano de 2011, após ter sido aprovado em primeiro lugar no concurso realizado pela Prefeitura de São José de Ribamar para o cargo de professor de História. No ano de 2016, fui eleito vereador, período em que busquei os meios legais para exercer o mandato a mim confiado pelo povo desta cidade.

Após eleito, dei entrada no pedido de licença para exercer mandato eletivo, mecanismo legal para ausentar-me da função de professor, a fim de que pudesse atuar como vereador.

Entretanto, durante a tramitação do processo para a concessão da referida licença, em decorrência de uma falha administrativa, totalmente alheia à minha responsabilidade, foram creditados, em minha conta corrente, valores referentes ao exercício da função de professor. De forma responsável, proba e de boa fé, tomei a iniciativa de solucionar o impasse junto aos órgãos competentes.

Ocorre que, imediatamente após o deferimento da licença e o reconhecimento da mencionada falha, procedeu-se à suspensão dos pagamentos e ao ressarcimento dos valores aos cofres públicos, por meio de descontos efetuados diretamente em meus subsídios provenientes de minha função como vereador. Este conteúdo é de pleno conhecimento do Ministério Público e contém todos os esclarecimentos e a documentação comprobatória, podendo ser consultado por qualquer cidadão.

Como mencionado, a “denúncia” oferecida foi realizada muito tempo depois da solução do caso, tornando-se totalmente irrelevante e de cunho político. Por outro lado, esta reforçou meu compromisso com o erário, a ética e o povo de São José de Ribamar.

Reforço, ainda, que não fui procurado por nenhum dos blogueiros, contrariando as prerrogativas da ética profissional e o compromisso com a verdade, que lhes deveria ser peculiar, demonstrando a falta, por parte dos mesmos, de credibilidade e imparcialidade, confirmando a tese de que a matéria veiculada é totalmente tendenciosa e tem o puro e simples objetivo de denegrir minha imagem.

Repudio toda e qualquer forma de associar meu nome a práticas políticas corruptas, com as quais não compactuo.

Reitero, mais uma vez, meu compromisso com nossa população, colocando-me à disposição de todo e qualquer cidadão, prontificando-me a manter o foco no trabalho que venho realizando ao longo dos últimos dois anos como vereador, pautado na verdade e em estrita consonância com os interesses públicos, os quais sempre me nortearam em minha trajetória profissional e política dentro e fora de São José de Ribamar.

Bomba: MP investiga vereador suspeito de ter sido “Fantasma” em São José de Ribamar.

Entre os meses de janeiro e julho de 2017, o vereador Professor Cristiano, aliado de primeira-hora do prefeito Luís Fernando, teria recebido mais de R$ 147 mil reais em salários. Em resposta ao Ministério Público, o parlamentar confessou a ilegalidade e disse “ter descoberto o equívoco apenas em agosto”, após oito meses de conta recheada.

Vereador confessou que recebeu indevidamente, no período de janeiro a julho, mas diz que tomou conhecimento apenas em agosto.

O Ministério Público está investigando a conduta ilícita do vereador Professor Cristiano, líder do governo Luís Fernando, acusado de acumular três cargos públicos, numa demonstração clara de que não estaria cumprindo expediente em pelo menos, uma dessas instituições.

Durante os meses de janeiro à julho de 2017, o vereador recebeu pela Câmara de Vereadores, cerca de R$ 87,5 mil reais. No mesmo período, Cristiano também recebeu R$ 21 mil reais como professor da rede municipal de ensino, e mais R$ 38,8 mil reais como professor do Estado.

O MP deve decidir se o vereador cometeu o crime de Improbidade Administrativa, que prevê pena de suspensão dos direitos políticos, perda do cargo ou função pública, indisponibilidade dos bens  e o ressarcimento ao erário publico de todo dinheiro proveniente do crime.

O vereador confessa o recebimento indevido de salários por sete meses, e diz que apenas em agosto tomou conhecimento do que ele chama de “equívoco”.

Em resposta ao Promotor de Justiça, o vereador confirmou o ilícito e disse que só tomou conhecimento de que estaria recebendo salários indevidos da prefeitura, oito meses após tomar posse como vereador.

Cristiano tenta convencer o Ministério Público de que não sabia que durante o período de janeiro à julho de 2017, os proventos da prefeitura caiam rigorosamente todos os meses em sua conta corrente.

Denúncia fundada e com provas mostra que entre janeiro e julho, o vereador, aliado de primeira hora do prefeito Luís Fernando recebeu quase R$ 150 mil em salários, uma verdadeira fortuna.

Cabe agora ao Ministério Público do Estado do Maranhão a iniciativa de propor ação pedindo a condenação do novato vereador.

Nepotismo

O vereador também é acusado de usar o cargo para beneficiar parentes com empregos na administração pública, o que pela legislação atual, é considerado nepotismo. De acordo com o Portal da Transparência, sua irmã Irlane da Conceição Pinheiro foi nomeada para o cargo em comissão de Assessor de Cerimonial I.

O vereador também barganhou junto com o prefeito a nomeação da esposa, que atualmente exerce o cargo de Diretora do Hospital Municipal.

Rastro de irregularidades como ex-Secretário.

O vereador Cristiano também enfrenta problemas no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. No processo 2.858/2015, Cristiano é apontado em pelo menos duas irregularidades durante o período que foi Secretário de Juventude do Município.

Neste período, Cristiano ficou conhecido por ter determinado o fim do Caminhão da Juventude.