“Esmagados” por Flávio Dino marcam presença em ato de Eduardo Braide

A presença de dois ex-candidatos derrotados na eleição de 2018, pelo grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), chamou atenção na última sexta-feira (29), durante ato de filiação do deputado federal Eduardo Braide ao Podemos.

Estavam por lá, os tucanos Zé Reinaldo Tavares e Roberto Rocha, que foram praticamente esmagados nas urnas, quando saíram humilhados, em sexto lugar com pouco mais de 3% na disputa pelo Senado, e em quarto lugar, com pouco mais de 2% na disputa pelo Governo, respectivamente.

Agora, os dois tentam voltar ao Poder, pelo Podemos, na onda de Braide, que em todas as pesquisas aparece em primeiro lugar na disputa pela prefeitura da capital, que pode ser um trampolim para o Governo do Estado, em 2022,

Para isso, o PSDB  terá que rifar o pré-candidato a prefeito Wellington do Curso (PSDB), que aparece em segundo lugar, de acordo com as últimas pesquisas, e que segue reafirmando que será candidato.

Nos bastidores, é cada vez mais forte a informação de que Roberto Rocha estaria forçando um namoro entre o PSDB e o Podemos, para emplacar o filho Rocha Júnior como vice, na chapa de Braide.

No sábado (30), a convite de Rocha, Braide esteve no evento do PSDB, o que reforçou ainda mais os rumores de traição a Wellington.

Vídeo do Dia: Roberto Rocha é vaiado em Santo Amaro

O senador Roberto Rocha (PSDB) foi recebido com vaias durante encontro na manhã desta sexta-feira (01) no município de Santo Amaro. O motivo de tanta rejeição, seria a PL 465, que propõe alteração nos limites dos Lençóis Maranhenses.

A cada fala do senador, a população respondia com vaiais.

Não precisa responder o que os moradores acharam da Proposta.

Assessor de Roberto Rocha lidera disputa para prefeitura de Imperatriz

Segundo dados da pesquisa do Instituto Gauss, o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), que atualmente está lotado no gabinete do senador Roberto Rocha (PSDB), com remuneração superior a R$ 10 mil reais, lidera a pesquisa com 11,34%, no cenário espontâneo.

O ex-prefeito Ildon Marques (PSB) aparece em segundo com 7,32% e o atual prefeito Assis Ramos (DEM) vem em terceiro com 6,46%. Marco Aurélio (PCdoB), que oficializou sua pré-campanha recentemente, já está com 5,85%.

Rildo Amaral (SD), que não será candidato e declarou apoio a Marco Aurélio, aparece com 1,95% da intenção de votos.

64,39% não sabem em quem votar e apenas 1% como a totalidade dos que votarão em outros candidatos.

No cenário estimulado, quando são apresentados os possíveis candidatos, a grande mudança é que Marco Aurélio aparece a frente do prefeito Assis.

Vamos aos números: Madeira fica com 24,39%; Ildon Marques com 19,27%; Marco Aurélio com 17,80%; Assis Ramos com 12,56%; Brancos e Nulos 1,95%; nenhum deles 11,10%; não sabem 12,93%.

A pesquisa ouviu 820 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro e tem margem de erro de 3%.

Após farpas iniciadas por causa da “verdinha”, Simplício processará Roberto Rocha

O secretário de Estado da Indústria e Comércio, Simplício Araújo anunciou neste final de semana que processará o senador Roberto Rocha (PSDB).

Os dois começaram uma discussão que teve início por causa da fabricação da Cerveja Heineken, que tem como característica a garrafa verde.

De acordo com Roberto Rocha, o grupo Brasil Kirin teria desistido de fabricar a verdinha no Maranhão em decorrência dos altos impostos cobrados pelo governo Flávio Dino (PCdoB).

Integrantes do mesmo grupo de aplicativo whatsApp, o Secretário de Indústria refutou as afirmações do senador.

Foi o bastante para a discussão terminar em baixaria, acusações e ameaças.

O caso agora será uma questão da Justiça.

Abaixo, leia a carta divulgada pelo secretário:

Desde 2016, ao lado da minha equipe na Secretaria de Indústria, Comércio e Energia, trabalhamos para o fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca, sempre em articulação com as demais secretarias do setor produtivo, com a sociedade civil, com os produtores.

Jamais foi um trabalho trivial, trata-se de um Programa de Governo maior, que faz parte de uma lógica de desenvolvimento do Maranhão, pensada a partir das principais cadeias produtivas do Estado com a missão de impactar, sobretudo no caso da mandioca, os pequenos produtores.

Foi assim, pensando numa política pública de desenvolvimento sócio-produtivo, que pensamos a fabricação de uma cerveja que pudesse adquirir parte da produção e garantir a consolidação de um trabalho que estávamos realizando com muito esforço em várias outras cadeias produtivas do Estado.

Durante esta semana, na tentativa de atingir o governador do Estado, vi meu trabalho e o da minha equipe ser agredido em blogs e em um grupo de importantes formadores de opinião da cidade de Balsas.

“Ridículo” foi a palavra que me veio à mente, naquele momento, para classificar a agressão a um trabalho que os maranhenses reconhecem como importante contribuição para milhares de famílias pobres e para a autoestima do nosso estado, com a linha de produção de mais um produto nosso sendo consumido em larga escala.

Ridículo aos olhos do Maranhão apelar-se para agressões rasteiras na tentativa de defesa de uma multinacional que também está instalada em nosso estado e que, igualmente, possui incentivos fiscais para operar no Estado. Uma atitude que, além de tudo evidencia profundo destempero emocional e desconhecimento da política tributária nacional, onde o peso dos impostos federais e seu impacto sobre os negócios é o grande problema a ser enfrentado.

Neste caso em particular, é muito importante esclarecer que a empresa citada possui também benefícios fiscais, podendo inclusive aderir aos benefícios relacionados à cadeia da mandioca, pois o incentivo não é exclusivo, ele apenas exige que a empresa desenvolva um produto que utilize a mandioca Maranhense, comprada de pequenos produtores rurais, como matéria prima.

Em nenhum momento tratei, citei ou ataquei filho, mãe ou pai, nem mesmo qualquer parente de quem quer que fosse.

Ainda assim, fui ameaçado, tive a memória de minha mãe desrespeitada, atacada e exposta em público da maneira mais baixa e sórdida.

Minha mãe foi uma mulher pobre e honrada, que lutou muito na vida para criar a mim e mais quatro irmãos, todos homens, e teve uma morte extremamente dolorosa para ela e para todos nós filhos e familiares. Minha mãe ficou mais de 40 dias entubada, lutando contra a morte.

Poucos sabem disso, aliás a minha vida inteira é cheia de grandes cicatrizes, luto muito, já cheguei a trabalhar três expedientes por dia, sacrifiquei parte da minha vida para ajudar parte dos meus irmãos, um deles dependente até hoje, tive dificuldades gigantescas e elas têm feito parte da minha vida.

Eleições perdidas, prejuízos materiais, decepções, traições, frustrações…

Nunca esmoreci, porque não é da minha índole desistir. Sempre estive pronto para a luta e também tenho vitórias abençoadas, que me levam a ajoelhar em casa e agradecer a Deus que tem me acompanhado nesta trajetória desde que saí de casa, aos 14 anos para estudar.

Jamais esperava que um debate sobre um assunto político fosse tratado de forma tão destemperada, desrespeitosa e odiosamente atingisse a maior das perdas que eu já tive na vida, a minha mãe.

Quero comunicar publicamente que estou tomando atitudes em decorrência desse triste e lamentável ataque e das ameaças.

A primeira é iniciar uma campanha nas escolas, ruas, bairros, redes e cidades exigindo que as contendas, debates e pautas de todos os políticos e pretensos candidatos sejam realizadas sem levar a família ou a vida particular das pessoas para palanques, campanhas políticas e redes sociais. A política deve ser usada para melhorar a sociedade e não para piorá-la a ponto de degradar a instituição mais tradicional que é a família e a figura materna, o mais divino dos seres e que merece o maior respeito de todos.

A segunda providência é promover uma campanha visando deixar de fora da política os negócios pessoais. Nos tempos atuais vejo que, em não encontrando motivos para fazer oposição, cobrar ou apontar erros dos governos, existem aqueles que desconhecem a luta dos que batalham permanentemente para construir um sonho, atacando feroz e vorazmente negócios privados para tentar auferir lucros políticos.

Por fim, em nome de minha mãe e de todas as mães maranhenses que sofreram ou sofrem para dar uma vida melhor a seus filhos, vou acionar a justiça em decorrência das calúnias, injúrias e ataques à memória e história de vida dela, além das ameaças reiteradas que sofri.

Simplício Araújo

Roberto Rocha pode ter usado empresas de fachada para justificar quase R$ 200 mil em despesas com segurança

Roberto Rocha é cotado para assumir o Ministério da Comunicação

Com custos de aproximadamente R$ 10 mil reais por mês, o senador Roberto Rocha já foi ressarcido em quase R$ 200 mil desde novembro de 2017, só com notas fiscais de três empresas de Segurança que aparentemente, existem apenas no papel. Os dados foram consultados no site do Senado Federal.

Casa onde, segundo dados da Receita Federal, deveria funcionar a Fortal Serviços, em Imperatriz

Em 2017,  a empresa F C de Lima Alves Serviços, inscrita no CNPJ 19.284.896/0001-06 nome fantasia Fortal Serviços, iniciou o suposto serviço de Segurança do Escritório Político do senador em  Imperatriz, pelos serviços a empresa passou a emitir nota de R$ 4.500 por mês.  No mesmo período a empresa F. Alves Santos Filho, inscrita no CNPJ 25.533.184/0001-86, localizada em São José de Ribamar, passou a emitir nota no valor de R$ 4740,00 por suposto serviço de segurança do escritório político de São Luis.

Dados da Fortal Serviços

O blog esteve no endereço da Fortal Serviços, localizado na Rua Imperatriz, casa número 12, no Parque das Estrelas, e o que encontrou por lá foi uma residência fechada. Perguntamos pros vizinhos sobre a existência de uma empresa de segurança, mas ninguém conhece.

De acordo com dados da Receita Federal, nesta casa deveria funcionar a El Shaday Segurança

Também estivemos no endereço da El Shaday Segurança, localizado na Rua 7, casa 730, Vila Sarney Filho, em São José de Ribamar, e o que encontramos também foi uma casa fechada.

A emissão de nota e seu devido ressarcimento continuou durante todo o ano de 2018.

Em 2019, a empresa de São José de Ribamar foi trocada pela D.C. Mendes Coelho, inscrita no CNPJ 31.735.834/0001-79, nome fantasia de Combat Segurança, que passou a emitir nota no valor de R$ 5.850,00 para realizar a segurança do escritório político do senador em São Luís.

Ao buscar a sede da Combat Segurança, criada em outubro de 2018 e que passou a emitir nota para o senador menos de dois meses após sua criação, descobrimos que a empresa está registrada em um apartamento, localizado na Rua Balsas, número 01, Condomínio Village Vinhais, Bloco 04, Apartamento 302.

O custo do serviço de segurança do Escritório de São Luís é praticamente o mesmo do valor pago pelo aluguel do imóvel, que custa mais R$ 6 mil reais por mês.

Juntas, as três empresas de Segurança já custaram aos cofres públicos exatos R$ 186.360 reais, todos ressarcidos para o senador Roberto Rocha.

 

Roberto Rocha entre os dez senadores que mais gastaram dinheiro público

Um levantamento feito pelo Metrópoles apontou o senador maranhense Roberto Rocha (PSDB), como um dos dez senadores que mais pediram reembolso da cota parlamentar. Ao todo, foram mais de R$ 173 mil reais gastos de diversas formas e pagos com dinheiro público.

 

Além da cota parlamentar, que são gastos com internet, segurança, locação, energia, entre outras atividades, todos reembolsáveis, o senador maranhense recebeu, além do salário, mais de R$ 20 mil reais só em diárias pagas em viagens, dentre elas, R$ 15.687,00 só no mês de maio.

 

Para se ter uma ideia, no mês de junho, o senador, além de todas essas vantagens, recebeu subsídio de R$ 33 mil reais, mais R$ 16 mil de antecipação e gratificação natalina.

 

No levantamento feito pelo Metrópoles dá pra ver a diferença entre o mandato mais caro e o mais barato (entre os que gastaram alguma coisa) que foi de 3.440,57%: o senador Omar Aziz (PSD-AM) já gastou R$ 255.004,90, enquanto Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu o reembolso de R$ 7.202,35.

Diferentemente do senador maranhense, que aparece como um dos mais gastadores do senado, dois senadores não usaram nenhum centavo. Ambos são do Distrito Federal: Reguffe (sem partido) e Leila do Vôlei (PSB).

Além de Roberto Rocha, a senadora Eliziane Gama aparece na 22ª posição, com custo de mais de R$ 130 mil reais.

MP pede o bloqueio de R$2,6 milhões das contas do ex-prefeito Rochinha, irmão do senador Roberto Rocha

O ex-prefeito Rochinha (PSB) é irmão do senador Roberto Rocha (PSDB)

Irregularidades em contratos firmados em 2015 pela Prefeitura de Balsas para transporte escolar levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar, em 17 de maio, uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, requerendo a indisponibilidade dos bens de cinco pessoas, incluindo o ex-prefeito Luís Rocha Filho, até o valor de R$ 2,67 milhões.

Além do ex-prefeito, na ação – assinada pelo promotor de justiça Lindomar Luiz Della Libera -, também são citados como requeridos a ex-secretária de Educação, Ana Lúcia Bastos; a servidora da prefeitura Valdenira Reis; o controlador-geral do Município, Franco Suzuki, e o ex-pregoeiro municipal, Francisco Bruno Santos.

A manifestação ministerial é baseada no Inquérito Civil nº 02/2017 e nas ilegalidades observadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no procedimento licitatório, que resultou na contratação da empresa GCS Equipamentos e Construções Ltda. – EPP.

ILEGALIDADES

As ilegalidades constatadas referem-se à falta de termo de referência, orçamento e estimativa de custos unitários; ausência de informações sobre a dotação orçamentária e inexistência de publicação em jornal de grande circulação (o que somente foi realizado no Diário Oficial).

Também foi observada a subcontratação dos veículos, sem contrato para tal. Os veículos não tinham documentação, cintos de segurança e identificação de transporte escolar e alguns motoristas não possuíam habilitação.

Foi verificado, ainda, que o edital foi omisso quanto a itens como a eventual contratação de veículos com motoristas; informações sobre as rotas e a conformidade dos veículos com as determinações do Departamento Nacional de Trânsito.

FISCALIZAÇÃO

No que se refere à fiscalização dos contratos, a supervisora Valdenira Reis não forneceu informações sobre a licitação e não tinha documentação, o que leva à ideia de que ela foi nomeada somente para cumprir uma formalidade.

Quanto ao controlador-geral do Município, Franco Suzuki, (que exercia este cargo à época), foi constatado, pelo TCE, que ele não cumpria as atribuições próprias do cargo.

PEDIDOS

Além de concessão de liminar determinando a indisponibilidade dos bens dos requeridos, para ressarcir os danos, o MPMA pede a condenação destes à perda de eventuais funções públicas.

Entre as penalidades solicitadas estão a suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano.

As punições incluem a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Sebastião Madeira é nomeado assessor de Roberto Rocha

Funcionário e chefe juntosO ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) já não está mais desempregado. Após sofrer derrota nas urnas em 2018, quando disputou uma vaga na Câmara Federal e obteve pouco mais de 34 mil votos, Madeira conseguiu há pouco mais de um mês, nomeação no Senado.

A boquinha foi assegurada pelo ex-candidato a governador, que também sofreu derrota em 2018, senador Roberto Rocha.

Dados oficiais do Portal da Transparência do Senado mostram o novo cargo do ex-prefeito de Imperatriz

O ato oficial de nomeação foi publicado no Diário Oficial da União, na edição de 15 de abril. Segundo o portal do Senado, o ex-prefeito Sebastião Madeira agora é Assessor Parlamentar, lotado no Gabinete do tucano Roberto Rocha.

Com o novo emprego, o ex-prefeito de Imperatriz deverá ficar fora do município, pelo menos durante a semana, quando deverá cumprir expediente em Brasília.

Pela nova função, Sebastião Madeira foi contemplado com salário superior a R$ 10 mil reais. Uma excelente recompensa pelo apoio a Roberto Rocha.

Sobre o pleito de 2020, procuramos o agora Assessor Parlamentar, mas ele não respondeu.

Roberto Rocha quer levar escolas e postos de saúde para os Lençóis

Senador participou de audiência e defendeu que a alteração dos limites do parque vai permitir às comunidades a chegada de serviços públicos

A redefinição dos limites do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi tema uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, nesta quarta-feira (22). Debatedores e parlamentares discutiram o Projeto de Lei 465/2018, de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que exclui algumas comunidades da área de preservação do parque para a implementação de serviços básicos como escolas e postos de saúde.

Com uma área de mais de 155 mil hectares, vivem aproximadamente 60 comunidades tradicionais com cerca de cinco mil habitantes. De acordo com o texto, ao reajustar os limites do parque, é corrigido um erro cometido há quase 40 anos, quando a demarcação das terras não levou em conta os povoados que moram por lá. “As poucas escolas que existem estão em galpões e cobertas de palhas, e as crianças sentam no chão. Se caso de acidente, não existe um posto de saúde. Até o rio na região que poderia ser usado no transporte de pacientes até uma unidade básica de saúde está delimitado e não pode ser navegável. Ou seja, o projeto amplia a área e ainda preserva o ecossistema e, ao mesmo tempo, contempla as comunidades locais, que hoje o poder público não consegue chegar, em função da delimitação do parque”, explicou o senador.

Em entrevista à Agência Senado, o antropólogo Benedito Souza filho alertou que a nova demarcação de terras pode estimular a especulação imobiliária. “O projeto de lei que altera os limites do parque deve ter o duplo sentido de proteção. A proteção da natureza, mas também a proteção do direto de um modo de vida enraizado historicamente no parque nacional”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de terras serem adquiridas na região, o senador Roberto Rocha afastou essa hipótese. “O meu interesse é público de ajudar as pessoas com o meu mandato. Eu não tenho nenhuma área dentro do parque nacional”, afirmou.

O projeto de lei tramita na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Em carta, Roberto Rocha desabafa.

O senador Roberto Rocha (PSDB), resolveu sair do silêncio e em carta, respondeu a injusta acusação do derrotado candidato ao Senado, o ex-governador e agora quase ex-deputado federal Zé Reinaldo (PSDB).

De maneira imatura, há alguns dias Zè usou a imprensa para atribuir sua vergonhosa derrota a uma única pessoa, o senador Roberto Rocha.

Ora, quem acompanhou toda lambança feita por Zé durante a pré-campanha, e viu o experiente (leia agora inexperiente) ex-governador entregar de mãos beijadas a benção do Governador Flávio Dino à Eliziane Gama (PPS).

Afoito, Zé não esperou ser rejeitado ou escolhido, e resolveu do dia pra noite passar a atacar seu ex-aliado, e no afã de ser senador, procurou guarita na insustentável pré-campanha ao governo do agora deputado federal Eduardo Braide (PMN) e dos tucanos.

Quem acompanhou, viu a loucura de ver Zé tucano, defender o nome de Braide com unhas e dentes. Em crise, quase perde a garantia da vaga para disputa.

Agora, como desentendido costuma fazer, esquece que o único culpado para o fim vexatório de sua própria história é ele mesmo.

Leia abaixo, na íntegra, o desabafo justo do senador Roberto Rocha.

Eu perdi uma eleição amarga, enfrentando duas máquinas onipresentes na política do Maranhão, e ainda o surgimento de um novo fenômeno político nacional que contribuiu para afastar as possibilidades do PSDB surgir com chances de crescimento.

De todos os grandes partidos, fomos o único com presença nacional que não se aliou às duas candidaturas principais.

Minha candidatura, montada pelo PSDB para ajudar o palanque de Geraldo Alckmin – homem público que honra a vida nacional – representou um esforço enorme que, por conta das circunstâncias que todos conhecem, acabou num ponto cego do radar eleitoral.

Ainda assim, não sou daqueles que buscam culpados para as vicissitudes da política. Há que aprender as lições e seguir em frente. Por isso estranhei quando o ex-governador José Reinaldo, de posse dos resultados eleitorais, apontou um único culpado pela derrota de seu pleito. E esse culpado seria eu!

Mas não fui eu que ofereci a ele a única chance de competir por um partido com tempo de televisão e fundo eleitoral? Não fui eu quem prestigiou a sua chegada ao PSDB com a presença em meu gabinete de lideranças nacionais do partido?

E pior, ele ainda guarda palavras de elogio em seu artigo ao atual governador, que de forma infame o escorraçou, e guarda silêncio a quem com tanto sacrifício, Madeira e Alckmin, lhe dispensaram todas as honras para viabilizar a sua candidatura.

Para agradar o governo comunista, e conseguir no próximo ano um emprego, será que precisa ser tão medíocre?

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”, lembrando os versos do poeta Augusto dos Anjos, que compara a ingratidão a uma pantera.

 Não posso deixar de lembrar disso, ao saber a bisonha explicação que foi a ausência do filho de um ilustre vereador de Caxias na sua chapa que tirou-lhe as chances de competir. O que mais dizer?

Que todos os candidatos a deputado do partido assinaram um documento manifestando apoio a candidatura de Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, mas que eu contornei, e depois de muita conversa acatamos a indicação da irmã do prefeito de Pinheiro para compor a chapa de José Reinaldo? Que ele foi o único que recebeu 100% da verba do fundo eleitoral, a que nem mesmo eu recebi integralmente?  Que fez sua campanha no Rádio e na TV e nos impressos sem citar os nomes dos candidatos a governador e presidente da República do partido que financiava sua campanha?

Ele sabe que eu só tinha a candidatura registrada, mas na maior parte do tempo fiquei com minha família, por causa do grave problema de saúde com meu filho. Sabe que estou em São Paulo, com meu filho, que está internado no hospital fazendo quimioterapia. Sabe que bem no início da campanha meu filho teve agravado seu estado de saúde. Sabe que naquele momento só não retirei oficialmente a candidatura para não ser acusado de estar a serviço do adversário. Sabe que os poucos programas que gravei eram frequentemente repetidos, e que no final foi contratada uma atriz porque não conseguia mais gravar. Ele sabe que esperei, em casa, a única oportunidade de estabelecer o contraste, a diferença, entre os candidatos a governador, que foi o debate da Globo/Mirante. Nunca fui a uma reunião com nossa equipe para me preparar para esse debate, que foi o primeiro da minha vida. E foram feitas quase 10 reuniões.

Fiquei em casa, vivendo os dias mais difíceis da minha vida, à beira de uma depressão, bebendo para dormir, e acordando para beber.

Uns preferem se drogar, outros se suicidar, a minha fuga da realidade era dormir. Nunca chorei tanto em minha vida, mas escondido.

Não é tarefa fácil para um pai parecer forte diante da enfermidade grave de um filho querido e amado. Eu pensava que era um homem forte, mas agora eu conheço minhas maiores fraquezas, meus limites.

Então agora, com os resultados conhecidos, o culpado pela derrota do ex-governador e do PSDB foi Roberto Rocha? Decerto ele sabia, desde o início, do tsunami eleitoral que varreria o pleito. Decerto sabia que ainda assim, a bordo do PSDB, teria a única chance de vitória. Ele diz que foi uma exceção, num deserto de ideias. Que foi o único que discutiu propostas para o Maranhão. Pois é. Durma-se com um barulho desses.

Termino mais uma vez lembrando o poeta. “Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera. Somente a ingratidão, esta pantera, foi tua companheira inseparável.” 

E meu saudoso pai me ensinou: “Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas”. E eu completo: Para quem está morrendo afogado, jacaré é tronco.  

Roberto Rocha  – Senador da República