Bomba: Polícia Federal investiga existência de “esquema de alunos fantasmas” em São José de Ribamar

O caso foi denunciado pela reportagem do Fantástico, no domingo (03), que revelou a existência de uma lista de 137 municípios que estão sendo investigados, suspeitos de fraudar o Censo Escolar 2018 para a obtenção de mais dinheiro nas contas do município.

Na manhã desta terça-feira (05), o jornalista John Cutrim publicou com exclusividade a lista das 137 prefeituras que estão sob investigação federal.

Dentre a os municípios suspeitos de fraudar o Fundeb, está a prefeitura de São José de Ribamar, que na época era comandada pelo ex-prefeito Luís Fernando Moura da Silva (sem partido).

Segundo dados oficiais do Banco do Brasil, em 2017, só para Educação, São José de Ribamar recebeu aproximadamente R$ 90 milhões.

Em 2018 esse valor superou a marca dos R$ 100 milhões de reais.

De acordo com a reportagem do Fantástico que mostrou o caso de duas prefeituras do interior e revelou a existência de uma lista de 137 prefeituras, as investigações, apontam que o golpe seria aplicado de duas maneiras: numa delas, os dados de pessoas reais são usados clandestinamente, inclusive com alguns alunos já falecidos. Outra fraude é a criação de alunos fantasmas.

Clique aqui para ver a reportagem apresentada pelo Fantástico e aqui para ver a lista dos 137 municípios que estão sendo investigados pela Policia Federal.

Operação MD: Polícia Federal prende cinco em São Luís

A Polícia Federal no Maranhão, por meio da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), deflagrou na manhã de hoje, na ilha de São Luís, a 2a Fase da Operação “MD”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas utilizando-se dos Correios.

A partir dos interrogatórios da 1a Fase, e da análise de algumas mídias identificou-se mais integrantes do grupo criminoso especializado na distribuição de drogas conhecidas como ecstasy e LSD, além de cocaína, skunk e maconha, em festas na capital maranhense, especialmente em eventos de música eletrônica, onde há grande concentração de jovens.

A equipe de investigação interceptou várias encomendas, contendo as substâncias entorpecentes que chegavam até os investigados, via postal, oriundas dos Estados Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.

A Polícia Federal cumpriu 05 (cinco) Mandados de Prisão Temporária e 04 (quatro) Mandados de Busca e Apreensão em São Luis/MA, tendo as ordens judiciais sido expedidas pela Justiça Estadual do Maranhão, com o objetivo de colher provas da materialidade do crime e subsidiar as investigações.

Os envolvidos estão sendo conduzidos à Superintendência de Polícia Federal no Maranhão, onde serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes previstos nos arts. 33 e 35 da Lei no 11.343/06. Caso sejam condenados, responderão por penas que chegam até 15 anos de reclusão.

A presente fase da Operação “MD” trata-se de continuação da anteriormente deflagrada em 16/04/2019. Vale destacar que “MD” são as letras iniciais da substância (metileno-dióxido) que compõe o ecstasy, uma das principais drogas traficadas pelo grupo criminoso.

Com mandado de prisão em aberto, Ricardo Murad se apresenta à Policia Federal.

O ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, é alvo de uma operação que apura desvios de recursos públicos. A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quinta-feira (18), um mandado de prisão contra ele, que é cunhado de Roseana Sarney, ex-governadora do estado. Murad não estava em casa no momento em que a PF chegou, mas se apresentou à Polícia Federal, segundo a TV Mirante.

Trata-se de uma nova fase da Operação Sermão dos Peixes, chamada de Peixe de Tobias (6ª Fase).

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís, Imperatriz, no Maranhão, Parauapebas, no Pará, Palmas, no Tocantins, Brasília, no Distrito Federal e Goiânia, em Goiás.

Foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total que supera R$ 15 milhões.
A Polícia Federal também deflagrou uma operação para apurar vazamento de informações sobre a primeira fase da Operação Sermão aos Peixes. Ela é chamada de Abscondito II e foi deflagrada em 2016. A PF avançou na investigação sobre o vazamento e reuniu prova de que os membros da organização criminosa conseguiram cooptar servidores públicos para a obtenção de informações privilegiadas da investigação. De posse de tais informações, houve a destruição e ocultação de provas.
Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros para impedir que fosse decretada a perda de tais bens.
Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva.

As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados. Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Do G1