Os números da Pesquisa Exata em Cantanhede, que o ex-prefeito Kabão tentou esconder

No último dia 15, o ex-prefeito de Cantanhede, Zé Martinho, popularmente conhecido como Kabão, divulgou parte de uma pesquisa, que, da maneira como foi apresentada, o colocava em posição favorável.

O editor do blog Maramais tratou da pauta, e questionou porque Kabão teria escondido o cenário espontâneo, aquele que chega mais próximo do sentimento político atual, sem indução e sem cenário hipotético.

Pois bem, o blog teve acesso a pesquisa completa, e acertou na mira.

De acordo com o levantamento, no cenário espontâneo, ao ser perguntado em quem o eleitor votaria se a eleição fosse hoje, 42% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum dos pré-candidatos já conhecidos na cidade.

Esse número aponta pro desejo da população de ter um nome novo, que ainda não foi apresentado para a população como pré-candidato e pode vir da iniciativa privada ou até mesmo da Câmara Municipal.

Ainda no levantamento espontâneo, Zé Martinho aparece com 31% das intenções, seguido do prefeito Ruivo, que aparece próximo do ex-prefeito, com  19% das intenções de votos.

Maranhão, que tenta se viabilizar como terceira via é lembrado no cenário espontâneo por apenas 4% dos entrevistados, seguido de Paulo Fubuia com míseros 1%.

Faltando pouco mais de um ano para eleição, a única certeza que a pesquisa dá é que o município quer mudança de novo, e não retrocesso.

Já Kabão, que tentou inutilmente esconder os números reais da pesquisa Exata, segue respondendo uma pilha de processos na justiça, a maioria por desvio de dinheiro público, e não sabe sequer, se poderá ser candidato.

Kabão divulga pesquisa, mas esconde cenário espontâneo em Cantanhede

O ex-prefeito do município de Cantanhede, Zé Martinho, popularmente conhecido como Kabão, divulgou nesta terça-feira (15), através de seus aliados, uma pesquisa que teria sido feita pelo Instituto Exata, na qual, o ex-prefeito aparece bem posicionado em alguns cenários escolhidos por eles.

Curiosamente, o cenário espontâneo, que é aquele no qual o eleitor diz exatamente em quem pretende votar, sem ser induzido, e que é o que chega mais perto da realidade, não foi divulgado.

Em um dos cenários desenhados pelos contratantes, Kabão aparece com 50% das intenções; seguido do atual prefeito Ruivo, com 25%; e do pré-candidato Maranhão, com 12%. Brancos e nulos somam 5% e não sabem ou não quiseram responder com 8%.

Em todos os outros cenários escolhidos pelo contratante, a situação é favorável para o ex-prefeito.

Resta saber agora, o que acontecerá com a dezena de processos por desvio de dinheiro público e se Kabão poderá ser candidato ou será enquadrado na lei Ficha-Limpa.. ou suja!

Kabão e Ruivo juntos em nova Ação por fraude com recurso da Saúde.

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 25 de setembro, Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Cantanhede, José Martinho dos Santos Barros; contra o ex-secretário municipal de Governo, Marco Antônio Rodrigues; e contra a empresa R. B. Pereira Empreendimentos e Serviços por fraudarem uma licitação na área da saúde no valor de R$ 75.220,00.

A ACP é assinada pelo titular da Comarca de Cantanhede, promotor de justiça Tiago Carvalho Rohrr.

O Município de Cantanhede realizou, no exercício financeiro de 2016, a contratação da R. B. Pereira Empreendimentos e Serviços para realizar e organizar capacitação no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde. A modalidade licitatória foi o Convite nº 01/2016.

Ao analisar o Termo de Contrato, o Ministério Público, por meio da Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça, detectou irregularidades na formalização do processo: ausência de informação do saldo de dotação orçamentária, ausência de aprovação do projeto básico por autoridade competente e ausência de comprovante de entrega da carta convite a, no mínimo, três fornecedores com atuação no ramo do objeto licitado.

Também foram constatadas outras inconsistências, dentre elas, o fato de o edital não estabelecer instruções e normas para recursos; não fixar os locais, horários e códigos de acesso dos meios de comunicação a distância para fornecimento de informações e esclarecimentos relativos à licitação.

Além disso, o edital foi assinado pelo presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL), mesmo sem tal atribuição prevista em lei. A demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial apresentados pela empresa vencedora não foram devidamente registrados no órgão competente. Todas as irregularidades contrariam a Lei nº 8.666/93.

“A prática de vários atos em desconformidade com a Lei de Licitações ou proibidos por esta configuram improbidade administrativa por violação aos princípios administrativos, bem como em razão de grave prejuízo ao erário”, afirmou, na ACP, Tiago Rohrr.