Yglésio Moyses enquadra adversários sobre risco de colapso na Saúde pela Covid-19

O candidato a prefeito de São Luís pelo PROS, Yglésio Moyses criticou duramente seus adversários pelas aglomerações de campanha, o risco de nova onda de contaminação da Covid-19 e o caos na Saúde da capital, em discurso na Assembleia nesta terça-feira (6).

“Um candidato testou positivo para a Covid-19. Ele está fazendo caminhada no Coroadinho, abraça 50 e aperta mão de 100 pessoas. À tarde, ele está na Vila Esperança; à noite, fazendo uma reunião, abraçado com as pessoas no Sacavém. Isso gera novos focos de infecção. É potencialmente vetor da doença”, alertou.

Yglésio se referiu a Rubens Júnior (PCdoB), que ontem (5), anunciou nas redes e na imprensa ter testado positivo para o novo coronavírus. “Quem se propõe a ser prefeito de uma cidade como São Luís não pode dar hoje a possibilidade do Sistema de Saúde voltar a ser sobrecarregado. E ela é real porque a Covid-19 é uma doença extremamente transmissível, e nós começamos a baixar a guarda”, disse.

Para Yglésio, a situação hoje é verdadeira afronta às medidas sanitárias dos órgãos de Saúde pela gravidade da pandemia. “Quem causa a aglomeração é a vontade do candidato demonstrar força perante o eleitor, muita das vezes à custa de um investimento de 20, 30, 40 reais para colocar uma pessoa ali na caminhada. Ainda estão fazendo bandeiraço em São Luís, submetendo pessoas que geralmente têm uma renda muito baixa a uma exposição vexatória, debaixo de sol quente, quando a gente pode utilizar o meio virtual e outras formas de fazer campanha que respeite a saúde das pessoas”, denunciou.

Ele voltou a falar sobre a presença nos debates, entrevistas e redes sociais como medida adequada para que o eleitor possa conhecer as propostas e evite reuniões com a presença de público. “Alguns candidatos estão se furtando de comparecer aos debates, que é quando a população pode fazer a comparação de maneira muito clara das propostas, do que não é ensaiado pelo marketing eleitoral. Nós precisamos fazer com que a população conheça as ideias, não que esteja sendo submetida à possibilidade de uma doença”.

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