Assembleia realiza audiência pública para debater uso da cannabis para fins medicinais

A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, na tarde desta quarta-feira (20), audiência pública em defesa da cannabis medicinal e cânhamo industrial. O evento foi comandado pelo deputado Rafael (PSB) e contou com a presença de representantes de entidades governamentais e não governamentais, instituições e sociedade civil.

Durante a reunião, realizada no Plenarinho da Alema, o deputado Rafael destacou que a iniciativa visa ampliar a discussão do uso de medicamentos à base de Canabidiol (CBD) e Tetradidrocanabinol (THC), cujas pesquisas e aplicações direcionam para bons resultados no tratamento de diversas doenças.

“Já tramitam na Casa várias propostas de projetos de lei de regulamentação da cannabis de minha autoria e dos deputados Carlos Lula (PSB), Andrea Resende (PSB) e Yglésio (PSB). Estamos debatendo um projeto substitutivo que contemple todas essas propostas. Até o final deste mês, levaremos para apreciação do Plenário”, explicou o parlamentar.

Presente ao evento, a vice-presidente da Associação Brasileira dos Fibromiálgicos (ABRAFIBRO), Simone Bombardi, defendeu o uso da cannabis no tratamento de casos de fibromialgia e dores.

“O canabidiol atua muito bem nessas patologias inflamatórias. Ele tem um potencial analgésico e anti-inflamatório muito importante. Por isso, precisamos debater uma política estadual sobre o fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol”, afirmou.

Na oportunidade, o chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Maranhão, Marcos Bonfim, falou sobre a importância de discutir a liberação do plantio da cannabis para fins medicinais.

“Cabe ao parlamento maranhense ouvir todos os setores e segmentos. Não é só discutir a legalidade, mas a ciência. É preciso estudar todos os contextos da legislação, fiscalização, respeitar a opinião contrária, mas o fato é que não podemos deixar de debater”, concluiu.

Para o diretor executivo do Instituto Tricomas, Asaf Castro, é importante defender o direito à saúde e a democratização do acesso à cannabis. “É uma ferramenta terapêutica que beneficia toda a sociedade. Precisamos ter essa visão sem qualquer discriminação”, disse.

Já o superintendente da Vigilância Sanitaria Estadual, Edmilson Diniz, e o diretor da Agência Uema de Inovação, Empreendedorismo e Relações Institucionais (Marandu), Antônio Roberto Serra, parabenizaram a iniciativa.

“Essa é uma pauta humanitária. Logo, é fundamental avançarmos ainda mais no desenvolvimento de pesquisas que aprofundem os potenciais terapêuticos da cannabis e dos canabinoides para diferentes condições e enfermidades” disse Edmilson Diniz.

Antônio Roberto Serra destacou a importância de discutir o impacto causado na vida das pessoas, no Brasil e no mundo, pelo uso desse medicamento. “Esperamos que essa pauta possa ser compreendida por nossos legisladores e pela sociedade civil”, concluiu.

Composição da Mesa

Participaram da audiência o deputado Rafael; o diretor executivo do Instituto Tricomas, Asaf Castro; o superintendente da Vigilância Sanitaria Estadual, Edmilson Diniz; o diretor da agência Uema de Inovação, Empreendedorismo e Relações Institucionais (Marandu), Antônio Roberto Serra;  a vice-presidente da Associação Brasileira dos Fibromiálgicos (ABRAFIBRO), Simone Bombardi, e o Chefe-Geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Maranhão, Marcos Bonfim.

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